"Torço para que Bolsonaro morra", diz colunista da Folha de São Paulo

- atualizado

O "filósofo" e "jornalista" Hélio Schwartsman publicou um artigo asqueroso nesta terça-feira (07) em sua coluna na Folha de São Paulo, após Jair Bolsonaro anunciar que testou positivo para o novo coronavírus. O colunista afirmou que torce para que o quadro de saúde do presidente se agrave e que ele morra vítima da covid-19.

“Jair Bolsonaro está com covid-19. Torço para que o quadro se agrave e ele morra. Nada pessoal”, declarou Schwartsman no texto publicado na Folha.

  • Foto: Estadão Conteúdo-Reprodução/FacebookBolsonaro e Hélio Schwartsman Bolsonaro e Hélio Schwartsman

Para tentar justificar sua declaração tresloucada e psicótica, o "jornalista" se utilizou de um argumento baseado no consequancialismo, corrente filosófica que defende uma ética onde fatos ou ações são valorados pela consequência que produzem. “O sacrifício de um indivíduo pode ser válido, se dele advier um bem maior”, alega o colunista.

Para esse filósofo de araque, Bolsonaro deixando de existir contribuiria de alguma forma para a diminuição de óbitos pelo novo coronavírus. “No plano mais imediato, a ausência de Bolsonaro significaria que já não teríamos um governante minimizando a epidemia nem sabotando medidas para mitigá-la. Isso salvaria vidas? A crer num estudo de pesquisadores da UFABC, da FGV e da USP, cada fala negacionista do presidente se faz seguir de quedas nas taxas de isolamento e de aumento nos óbitos”, sustenta.

Leia a o artigo de Hélio Schwartsman na íntegra:

Porque torço para que Bolsonaro morra

O presidente prestaria na morte o serviço que foi incapaz de ofertar em vida

Jair Bolsonaro está com covid-19. Torço para que o quadro se agrave e ele morra. Nada pessoal.

Como já escrevi aqui a propósito desse mesmo tema, embora ensinamentos religiosos e éticas deontológicas preconizem que não devemos desejar mal ao próximo, aqueles que abraçam éticas consequencialistas não estão amarrados pela moral tradicional. É que, no consequencialismo, ações são valoradas pelos resultados que produzem. O sacrifício de um indivíduo pode ser válido, se dele advier um bem maior.

A vida de Bolsonaro, como a de qualquer indivíduo, tem valor e sua perda seria lamentável. Mas, como no consequencialismo todas as vidas valem rigorosamente o mesmo, a morte do presidente torna-se filosoficamente defensável, se estivermos seguros de que acarretará um número maior de vidas preservadas. Estamos?

No plano mais imediato, a ausência de Bolsonaro significaria que já não teríamos um governante minimizando a epidemia nem sabotando medidas para mitigá-la. Isso salvaria vidas? A crer num estudo de pesquisadores da UFABC, da FGV e da USP, cada fala negacionista do presidente se faz seguir de quedas nas taxas de isolamento e de aumento nos óbitos. Detalhe irônico: são justamente os eleitores do presidente a população mais afetada.

Bônus políticos não contabilizáveis em cadáveres incluem o fim (ou ao menos a redução) das tensões institucionais e de tentativas de esvaziamento de políticas ambientais, culturais, científicas etc.

Numa chave um pouco mais especulativa, dá para argumentar que a morte, por Covid-19, do mais destacado líder mundial a negar a gravidade da pandemia serviria como um “cautionary tale” de alcance global. Ficaria muito mais difícil para outros governantes irresponsáveis imitarem seu discurso e atitudes, o que presumivelmente pouparia vidas em todo o planeta. Bolsonaro prestaria na morte o serviço que foi incapaz de ofertar em vida.

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Sobre o autor

Herbert Sousa é jornalista. Contato: (86) 9 8806-8907 / (86) 9 9436-9811