Fechar
GP1

Brasília - Distrito Federal

Homem que tentou invadir o Palácio do Planalto disse que “era rei”

“Preciso entrar no Palácio, lá está o meu trono. Eu sou o rei. Aquilo é a minha casa” , afirmou Leonildo.

Um empresário de 54 anos, Leonildo dos Santos Fulgieri, foi preso na madrugada desta quarta-feira (10) após tentar invadir o Palácio do Planalto, em Brasília. Durante a ação, equipes da guarda presidencial precisaram usar balas de borracha para contê-lo, após o suspeito ignorar ordens verbais de recuo e apresentar comportamento exaltado e desconexo.

O episódio ocorreu por volta das 3h30. Para conter Fulgieri, os agentes da segurança presidencial dispararam duas balas de borracha, atingindo o quadril e a perna direita do empresário. Mesmo ferido, ele continuou repetindo frases de cunho delirante, afirmando ser o “rei” e dono da sede da República, “Preciso entrar no Palácio, lá está o meu trono. Eu sou o rei. Aquilo é a minha casa” , afirmou Leonildo, segundo informações do colunista Carlos Carone.

A ocorrência registrada pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal aponta que não é a primeira vez que Fulgieri protagoniza situações desse tipo. Na última segunda-feira (08), ele já havia tentado invadir o Senado Federal, sendo contido pelos seguranças da Casa. Comparações de imagens e do discurso confirmaram tratar-se do mesmo indivíduo.

Natural de Santa Catarina, Leonildo possui histórico de investidas contra prédios públicos em Brasília, sempre acompanhado de falas desconexas e comportamento exaltado. As autoridades agora investigam se ele apresenta transtornos psiquiátricos, hipótese levantada pelo padrão de reincidências.

O episódio mobilizou o esquema de segurança da Presidência da República, mas não houve risco à integridade do prédio ou dos servidores. Após a detenção, Fulgieri foi levado para atendimento médico e, posteriormente, interrogatório.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.