As exportações, conforme a balança comercial, vão de um país para outro — e os números têm impacto direto nos municípios que faturam com o mercado externo. De acordo com os registros de embarques de 2024, no Brasil, 340 municípios dependem dos Estados Unidos para obter ao menos metade da receita com exportações.
Os negócios dessas cidades com o exterior vão desde commodities, como aço e carne, até itens mais complexos, como os aviões da Embraer.
Nenhum dos quatro estados que ficam fora da lista de regiões com cidades que têm os EUA como principal cliente no mercado externo é conhecido por riqueza ou forte integração econômica.
Um traço em comum é o subdesenvolvimento. O isolamento também marca a maioria deles — Acre, Amapá e Roraima, os três estados menos integrados do país. Por conta da floresta densa e da falta de infraestrutura, boa parte da eletricidade em Roraima vem da Venezuela.
Fora da região Norte, o quarto estado é Alagoas. É a terra de figuras políticas polêmicas, como o ex-presidente Fernando Collor de Mello, hoje preso, e o senador Renan Calheiros. O estado nordestino está entre os que menos faturam com exportações no Brasil, superando na região apenas Sergipe — o menor em população, território e economia no Nordeste.
Em todos os outros estados brasileiros, existem municípios cuja maior parte da receita externa vem dos Estados Unidos. A situação mais crítica é a do Espírito Santo, onde 26% dos municípios dependem principalmente do mercado norte-americano para exportar.
Alice Gabrielly
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