Após abrir em alta nesta terça-feira (5), o dólar passou a operar próximo da estabilidade, em meio à repercussão no mercado da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada na véspera pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Às vésperas da entrada em vigor do tarifaço comercial dos Estados Unidos sobre diversos países — entre eles o Brasil —, investidores demonstram preocupação de que o endurecimento das medidas contra Bolsonaro possa desencadear um aumento nas tarifas norte-americanas sobre os produtos brasileiros.
Além disso, os agentes do mercado também acompanham nesta terça-feira a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que optou por manter a taxa Selic inalterada. Também está no radar a divulgação de balanços financeiros de empresas relevantes, como a Embraer.
Às 12h07, o dólar subia 0,03%, cotado a R$ 5,508, praticamente estável. Já mais cedo, às 10h33, a moeda dos EUA caía 0,07%, negociada a R$ 5,503. A cotação máxima registrada até então foi de R$ 5,536, e a mínima, de R$ 5,499.
No dia anterior, a moeda fechou em queda de 0,69%, a R$ 5,506. Com o desempenho atual, o dólar acumula perda de 1,69% em agosto e queda de 10,9% no ano frente ao real.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), apresentava alta no pregão. Às 12h10, avançava 0,24%, marcando 133,2 mil pontos. Na véspera, o indicador encerrou com ganho de 0,4%, aos 132,9 mil pontos.
Com isso, a B3 acumula leve queda de 0,08% em agosto, mas valorização de 10,55% em 2025.
Rodrigo Mendes
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