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Eleições 2026

PT volta a cobrar apoio integral da base aliada a Marcelo Castro e Júlio César para o Senado

Movimentação ocorre em meio a impasses envolvendo integrantes da própria base governista.

A cúpula do Partido dos Trabalhadores voltou a cobrar internamente que partidos da base aliada do governador Rafael Fonteles apoiem integralmente a chapa ao Senado formada por Marcelo Castro, do MDB, e Júlio César, do PSD. A movimentação ocorre em meio a impasses envolvendo integrantes da própria base governista que têm sinalizado apoio parcial ou divergente na disputa ao Senado Federal nas eleições estaduais.

Conforme apurado pelo GP1, a falta de alinhamento político dentro da base governista envolve prefeitos e deputados ligados ao PT, MDB e PSD. Entre os casos recentes citados nos bastidores políticos estão o do prefeito Pedro Gomes, de José de Freitas, e da prefeita Fernanda Marques, de Luzilândia, ambos filiados ao PT, que devem apoiar a reeleição do senador Ciro Nogueira, principal liderança do Progressistas no estado.

Foto: Divulgação/AscomRafael Fonteles, Marcelo Castro e Júlio César
Rafael Fonteles, Marcelo Castro e Júlio César

No MDB, lideranças também passaram a discutir formas de construir um consenso dentro da base aliada. Integrantes do núcleo emedebista defendem uma reunião entre Rafael Fonteles e representantes dos partidos aliados para tentar reduzir divergências políticas e alinhar posicionamentos relacionados à disputa majoritária. As articulações ocorrem enquanto os partidos intensificam negociações para definição dos apoios eleitorais.

As discussões também chegaram ao PT após declarações do deputado federal Flávio Nogueira, que afirmou ser contrário à punição de filiados petistas que decidirem não apoiar a chapa formada por Marcelo Castro e Júlio César. Segundo o parlamentar, situações semelhantes ocorrem em outras siglas que integram a base do Governo do Estado, envolvendo prefeitos e lideranças que não acompanham integralmente os candidatos apoiados pelo grupo governista.

Durante a declaração, Flávio Nogueira afirmou que eventuais punições não poderiam atingir apenas integrantes do PT, já que, segundo ele, há prefeitos de partidos aliados que também não seguem integralmente as orientações políticas da base governista. O deputado declarou ainda que seria difícil aplicar medidas disciplinares amplas envolvendo diferentes partidos da coalizão política ligada ao Palácio de Karnak.

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