Único clube do País que restou na Copa Libertadores, o Santos coloca à prova nesta quarta-feira o bom momento contra o Once Caldas, às 21h50 (de Brasília, com trasmissão do estadão.com.br e da rádio Estadão ESPN), em Manizales, na Colômbia. Desgastada e com desfalques importantes, a equipe de Muricy Ramalho terá de apostar numa postura defensiva no Estádio Palogrande para segurar os colombianos e decidir a vaga às semifinais no Pacaembu, na próxima quarta.
A perspectiva é de sofrimento parecido com o que o time da Vila enfrentou para arrancar o empate sem gols com o América, no México, que garantiu a passagem às quartas. Como em Querétaro, Muricy vai armar o time para jogar defensivamente. Jonathan e Léo (ou Alex Sandro) terão ordem expressa para primeiro defender e raramente sair para o ataque - os dois só poderão se arriscar alternadamente.
Sem Arouca, que sente dores musculares, Adriano vai para o jogo. Embora julgue que o titular seja eficiente na função de primeiro volante e tenha mais qualidade na saída da bola, Muricy até prefere Adriano para este tipo de confronto: para ele, o reserva marca mais forte. A tendência é que também Danilo e Elano se posicionem mais atrás para tirar os espaços dos atacantes e meias colombianos. Sob o comando do técnico, o Santos deixa de lado o futebol ofensivo em prol do resultado e torce por lampejos de Neymar para conseguir marcar na casa do rival.
Ataque comprometido. Quatro vezes campeão brasileiro - três com o São Paulo e uma com o Fluminense - e com inúmeros títulos estaduais, Muricy Ramalho não esconde que o seu grande objetivo é ganhar a Libertadores para acabar com o estigma de não saber disputar a competição. Mesmo assim, o técnico não poupou titulares na fase final do Campeonato Paulista e sofre com as consequências.
A principal delas é a ausência de Paulo Henrique Ganso, principal responsável pela criação de jogadas. O meia atuou contra o Corinthians e sofreu uma lesão muscular na coxa direita. Elano e Léo, entre outros, também reclamam de desgaste.
Além dos problemas físicos, os obstáculos do Santos para voltar da Colômbia com uma vitória sobre o Once Caldas não são poucos. Nos 2.150 metros da cidade colombiana, o time de Muricy tem pela frente uma equipe embalada após a vitória heroica sobre o Cruzeiro em Minas (2 a 0), após ter sido derrotada por 2 a 0 em casa no jogo de ida.
O goleiro Rafael, herói da classificação no México com defesas seguras, mais uma vez se prepara para ser bastante exigido. A altitude de Manizales não chega a ser visto com obstáculo sério por fisiologistas e médicos, mas é superior à enfrentada nos 1.800 metros de Querétaro. "Exige maior atenção do goleiro porque a bola fica mais rápida", ressaltou Rafael.
Crise extra campo. Líder do Apertura no Campeonato Colombiano, o Once Caldas disputa as quartas de final da Libertadores pela primeira vez desde que foi campeão, em 2004 - o time parou nas oitavas em 2005 e 2010. A boa fase dentro dos gramados não reflete, no entanto, a péssima situação que o clube vive fora das quatro linhas. Com salários atrasados há três meses, os jogadores chegaram a ameaçar nem entrar em campo no jogo de volta com o Santos.
O Once Caldas tenta viabilizar patrocínio para amenizar sua dívida, que gira em torno de US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 7,2 mi). Um dos principais jogadores do time, o atacante Rentería, ex-Internacional, chegou ao clube em janeiro e ainda não recebeu.
ONCE CALDAS - Martínez; Palacios, Amaya, Henríquez e Nuñez; Henao, Mejía, Payol e Micolta; Moreno e Rentería. Técnico: Juan Carlos Osorio.
SANTOS - Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Danilo, Elano e Alan Patrick; Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Muricy Ramalho.
Árbitro - Juan Soto (VEN); Horário - 21h50 (de Brasília); TV - Globo, BandSports, SporTV2 e SporTV HD; Rádio - Estadão ESPN (AM 700/FM 92,9); Local - Estádio Palogrande, em Manizales (COL).
A perspectiva é de sofrimento parecido com o que o time da Vila enfrentou para arrancar o empate sem gols com o América, no México, que garantiu a passagem às quartas. Como em Querétaro, Muricy vai armar o time para jogar defensivamente. Jonathan e Léo (ou Alex Sandro) terão ordem expressa para primeiro defender e raramente sair para o ataque - os dois só poderão se arriscar alternadamente.
Sem Arouca, que sente dores musculares, Adriano vai para o jogo. Embora julgue que o titular seja eficiente na função de primeiro volante e tenha mais qualidade na saída da bola, Muricy até prefere Adriano para este tipo de confronto: para ele, o reserva marca mais forte. A tendência é que também Danilo e Elano se posicionem mais atrás para tirar os espaços dos atacantes e meias colombianos. Sob o comando do técnico, o Santos deixa de lado o futebol ofensivo em prol do resultado e torce por lampejos de Neymar para conseguir marcar na casa do rival.
Ataque comprometido. Quatro vezes campeão brasileiro - três com o São Paulo e uma com o Fluminense - e com inúmeros títulos estaduais, Muricy Ramalho não esconde que o seu grande objetivo é ganhar a Libertadores para acabar com o estigma de não saber disputar a competição. Mesmo assim, o técnico não poupou titulares na fase final do Campeonato Paulista e sofre com as consequências.
A principal delas é a ausência de Paulo Henrique Ganso, principal responsável pela criação de jogadas. O meia atuou contra o Corinthians e sofreu uma lesão muscular na coxa direita. Elano e Léo, entre outros, também reclamam de desgaste.
Além dos problemas físicos, os obstáculos do Santos para voltar da Colômbia com uma vitória sobre o Once Caldas não são poucos. Nos 2.150 metros da cidade colombiana, o time de Muricy tem pela frente uma equipe embalada após a vitória heroica sobre o Cruzeiro em Minas (2 a 0), após ter sido derrotada por 2 a 0 em casa no jogo de ida.
O goleiro Rafael, herói da classificação no México com defesas seguras, mais uma vez se prepara para ser bastante exigido. A altitude de Manizales não chega a ser visto com obstáculo sério por fisiologistas e médicos, mas é superior à enfrentada nos 1.800 metros de Querétaro. "Exige maior atenção do goleiro porque a bola fica mais rápida", ressaltou Rafael.
Crise extra campo. Líder do Apertura no Campeonato Colombiano, o Once Caldas disputa as quartas de final da Libertadores pela primeira vez desde que foi campeão, em 2004 - o time parou nas oitavas em 2005 e 2010. A boa fase dentro dos gramados não reflete, no entanto, a péssima situação que o clube vive fora das quatro linhas. Com salários atrasados há três meses, os jogadores chegaram a ameaçar nem entrar em campo no jogo de volta com o Santos.
O Once Caldas tenta viabilizar patrocínio para amenizar sua dívida, que gira em torno de US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 7,2 mi). Um dos principais jogadores do time, o atacante Rentería, ex-Internacional, chegou ao clube em janeiro e ainda não recebeu.
ONCE CALDAS - Martínez; Palacios, Amaya, Henríquez e Nuñez; Henao, Mejía, Payol e Micolta; Moreno e Rentería. Técnico: Juan Carlos Osorio.
SANTOS - Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Danilo, Elano e Alan Patrick; Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Muricy Ramalho.
Árbitro - Juan Soto (VEN); Horário - 21h50 (de Brasília); TV - Globo, BandSports, SporTV2 e SporTV HD; Rádio - Estadão ESPN (AM 700/FM 92,9); Local - Estádio Palogrande, em Manizales (COL).
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