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Ronaldo fica de fora de encontro entre Pelé, Dilma Rousseff e Fifa

Rei do Futebol participará amanhã da reunião da presidente com o chefão da Fifa, mas ex-atacante não foi convidado.

Imagem: Fabio Motta/AEClique para ampliarDilma não chamou Ronaldo(Imagem:Fabio Motta/AE)Dilma não chamou Ronaldo
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, e a presidente Dilma Rousseff vão ignorar a estrutura de poder deixada pelo ex-presidentes da CBF, Ricardo Teixeira, e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 na reunião marcada para amanhã em Brasília. Ontem, a Fifa anunciou que o encontro terá a participação de Pelé, embaixador honorário do Mundial. Mas o novo presidente da CBF, José Maria Marin, não foi convidado para o encontro que ocorrerá no Palácio do Planalto. Nem Ronaldo e Bebeto, conselheiros do COL.

A ida de Pelé ao encontro atende a uma vontade do Palácio do Planalto, que anteontem encarregou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, de convidá-lo. Rebelo também estará na reunião.

Em janeiro, Pelé chegou a viajar até Zurique, se reuniu com Blatter e foi homenageado em uma festa de gala. Foram sinais dados pelo cartola suíço de que aceitaria trabalhar com o Rei do Futebol.

Ontem, em nota, Blatter voltou a elogiar Pelé. "Estou muito satisfeito que o legendário Pelé se juntará a nós para este encontro tão importante"" disse. O presidente da Fifa insistiu que o encontro foi organizado para "discutir o andamento dos preparativos e o que precisa ser feito ao longo dos próximos meses para atingir o objetivo comum da Fifa e do governo brasileiro de realizar uma grande Copa das Confederações, em junho de 2013, e uma bem-sucedida Copa do Mundo em 2014 ""

Como o Estado antecipou ontem, a manobra de Blatter e de Dilma não apenas tira a CBF do cenário, como escancara o fato de que a Fifa e o governo estão dispostos a construir um canal de comunicação direto.

Lei Geral. A votação da Lei Geral da Copa foi adiada para a próxima semana após acordo dos líderes da base aliada. Eles retiraram do texto qualquer referência a bebidas alcoólicas. Segundo o líder do PT, deputado paulista Jilmar Tatto, o governo brasileiro não assumiu compromisso com a Fifa de liberar as bebidas. "Compete aos deputados decidir sobre o assunto."

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