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Morte de operário interdita parte da Arena Pantanal

MTE pediu documentação e informações da empresa sobre o operário.

Foram interditadas nesta sexta-feira (9) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as atividades de manutenção e intervenção no sistema elétrico da Arena Pantanal . O ato foi necessário provisoriamente devido a morte do operário Muhammad"Ali Som Alerrandro Paolo Nicholas Poseidon Maciel Afonso, 32.

A morte aconteceu quando o trabalhador recebeu uma descarga elétrica enquanto fazia manutenção do setor leste da Arena na quinta-feira (8). De acordo com a assessoria da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), as demais operações nas áreas do estádio continuam normalmente.

Imagem: Renê Dióz/G1Arena Pantanal tem parte interditada devido a morte de um operário.(Imagem:Renê Dióz/G1)Arena Pantanal tem parte interditada devido a morte de um operário.

A preocupação da pasta é a finalização da instalação das cadeiras da Arena Pantanal. Ainda está sendo investigado pelo órgão as informações de que Muhammad não usava equipamentos de segurança necessários para o desempenho da função e não teria a capacitação necessária.

Ainda segundo informações do MTE, a interdição deve permanecer até que a empresa responsável pelo serviço comprove que existe segurança operacional para as atividades dos outros operários nesse setor.

“Todo tipo de serviço de manutenção e intervenção no sistema elétrico está suspenso. Já pedimos para a empresa a documentação do operário para comprovar se ele era ou não habilitado para trabalhar como eletricista”, informou o chefe de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso, José Almeida.

Apenas um capacete, botas e um óculos foi encontrado no local onde o trabalhador morreu. "Também foi pedido que mostrem o documento que comprove que foram entregues esses acessórios de segurança ao operário", completou Almeida.

A empresa terceirizada na obra de construção do estádio Arena Pantanal, Etel Engenharia, afirmou que o operário estava apto a exercer a função de eletricista, já que recebeu treinamento específico.

Além disso, a empresa negou a falta de equipamentos adequados. Segundo informações da Polícia Técnico-Científica (Politec), a vítima apresentava marcas características de queimadura por choque de corrente elétrica entre o dedo indicador e o médio da mão esquerda. A princípio a causa da morte foi o choque, contudo, o operário também cortou a cabeça ao bater contra o solo. O laudo só deve sair daqui a 30 dias. Com informações do G1.

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