O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, declarou nesta quarta-feira (11) que a seleção iraniana não disputará a Copa do Mundo 2026. O torneio será realizado entre 11 de junho e 19 de julho, com jogos sediados nos Estados Unidos, México e Canadá.
Segundo o ministro, a decisão ocorre por falta de segurança para os atletas após os ataques que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei e desencadearam o atual conflito no Oriente Médio. “Considerando que esse regime corrupto assassinou nosso líder, em nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo”, declarou Donyamali à televisão estatal.
“Nossos filhos não estão seguros e, fundamentalmente, não existem condições para participação. Diante das ações maliciosas que realizaram contra o Irã, eles nos forçaram a duas guerras ao longo de oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares do nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter tal presença”, acrescentou.
A seleção do Irã havia sido sorteada no Grupo G do Mundial, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. As três partidas da equipe estavam programadas para acontecer nos Estados Unidos, sendo duas em Los Angeles e uma em Seattle. O Irã também foi o único país que não participou de uma reunião de planejamento da FIFA com as seleções classificadas, realizada na semana passada em Atlanta.
O presidente da entidade, Gianni Infantino, informou nas redes sociais que conversou recentemente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a equipe iraniana seria bem-vinda para disputar a competição no país.
Caso a desistência se confirme, será a primeira vez em 76 anos que uma seleção abre mão de disputar uma Copa do Mundo. A última situação semelhante ocorreu na Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil, quando França, Escócia, Turquia e Índia desistiram de participar mesmo após se classificarem.
Sara Nascimento
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