O ex-zagueiro Brito, um dos integrantes da histórica Seleção Brasileira tricampeã mundial em 1970, morreu nessa quinta-feira (11), aos 86 anos. A notícia foi confirmada pela família por meio das redes sociais, onde agradeceu as mensagens de carinho, apoio e orações recebidas. O ex-jogador estava internado havia algumas semanas para tratar um quadro de pneumonia.
Conhecido pela força física e pela liderança dentro de campo, Brito defendeu a Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1966 e 1970. Inicialmente volante, acabou sendo adaptado à zaga e formou, ao lado de Piazza, uma das duplas defensivas mais marcantes do Mundial disputado no México.
Na edição que marcou o Tri, ele atuou ao lado de Piazza e foi reconhecido como o atleta com melhor preparo físicodo Mundial. O fato fez com que circulasse a história de que ele era tão forte que quebrou um aparelho da academia para se exercitar.
Trajetória
Brito iniciou sua carreira profissional no Vasco, clube pelo qual tinha grande identificação. Permaneceu na equipe por uma década e se tornou um dos ídolos da história cruz-maltina. Após a conquista da Copa do Mundo de 1970, foi negociado com o Flamengo. Mais tarde, após um desentendimento com um treinador, acabou sendo emprestado ao Cruzeiro.
Ao longo da carreira, também vestiu as camisas de Botafogo, Corinthians, Athletico Paranaense, Montreal Castors, do Canadá, Deportivo Galicia, da Venezuela, Democrata-MG e River-PI.
Além do título mundial de 1970, conquistou pela Seleção Brasileira a Copa Roca de 1971 e a Taça Independência de 1972. No Vasco, acumulou dez títulos, enquanto no Botafogo levantou quatro troféus. Em 1970, foi reconhecido com a Bola de Prata da Revista Placar, consolidando seu nome entre os grandes defensores da história do futebol brasileiro. (CBF)
CBF e clube se manifestam
O Vasco divulgou uma nota em solidariedade à morte do ex-zagueiro. "Com o mais profundo pesar, recebemos a notícia do falecimento de Brito, um dos maiores zagueiros da história do Vasco da Gama. Hércules Brito Ruas tinha 86 anos, era vascaíno de berço e foi revelado em São Januário. Com a Cruz de Malta, disputou 405 jogos e anotou 11 gols, em duas passagens: 1957 e de 1959 até 1969. Conquistou o Torneio de Paris de 57 e o Rio São Paulo de 66. Suas atuações e seu porte físico o levaram para a Seleção Brasileira, a qual defendeu em duas Copas do Mundo: 1966 e 1970, de onde saiu com o Tri-Mundial. Obrigado por tudo, ídolo! Descanse em paz.", diz o texto.
A CBF se pronunciou em uma nota assinada pelo presidente da entidade, Samir Xaud. “Brito nos deixou como um dos grandes zagueiros da história do futebol brasileiro. Sua contribuição para o tricampeonato mundial na Copa de 70 será eternamente lembrada por todos nós. Presto minha reverência a este ídolo do nosso país. Que sua raça seja uma inspiração para nossos jogadores que disputarão a Copa”, disse o dirigente.
Flamengo e Botafogo também lamentaram a perda do ex-jogador. "Perdemos um dos gigantes do tricampeonato mundial", escreveu o perfil do Glorioso nas redes sociais. "Em sua passagem pela Gávea, Brito honrou e respeitou o nosso Manto. Descanse em paz, Tricampeão", publicou o Fla.
Sara Nascimento
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