No último domingo (4), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, defendeu o retorno de um diálogo direto com os Estados Unidos. Através de uma carta pública, Rodríguez convidou formalmente o governo norte-americano a construir uma agenda de forma conjunta para cooperação e desenvolvimento do país.
No dia da prisão de Maduro, ocorrida no último sábado (3), a líder chavista realizou um pronunciamento, enquadrando a ofensiva dos EUA como um ato de “agressão estrangeira”. Agora, ela suavizou o discurso contra Donald Trump e se colocou à disposição para colaborar com o governo republicano em busca de uma “convivência comunitária e duradoura”.
“Presidente Donald Trump: nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra. Esse sempre foi o predicamento [postura] do Presidente Nicolás Maduro e é o de toda a Venezuela neste momento”, afirmou
Delcy Rodríguez afirmou ainda que acredita em um projeto nacional capaz de reunir os cidadãos em torno de objetivos comuns e concluiu sua carta dizendo: “A Venezuela tem direito à paz, ao desenvolvimento, à sua soberania e ao futuro”.
Com 56 anos, a vice-presidente assumiu o comando interino da Venezuela após a operação dos Estados Unidos que prendeu Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A nomeação foi realizada pelo Tribunal Supremo de Justiça, subordinado à ditadura bolivariana, que determinou sua posse no cargo. Delcy é a primeira mulher a ocupar a presidência do país.
Leandro Soares
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