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Internacional

Relatório do Pentágono diz que China pode chegar a mil ogivas nucleares até o fim da década

O documento destaca que o programa chinês de aumentar a produção de armas nucleares segue na ativa.

O programa da China para ampliar a produção de armas nucleares segue na ativa, conforme documento elaborado pelo Pentágono, o relatório anual do China Military Power. A projeção dos Estados Unidos é que, até o fim da década, o país oriental pode chegar a cerca de 1 mil ogivas nucleares.a.

Embora o apontamento de 2025 revele que a fabricação perdeu velocidade, com queda na produção dos artefatos desde o crescimento acelerado em 2020, o programa segue em expansão. Acontece que, agora, o foco da China está voltado para armas nucleares de menor rendimento e com capacidades de contra-ataque antecipado.

Foto: Reprodução/Maxas Technologies e Google EarthPequim concluiu um dos seus dois reatores rápidos reprodutores em Xiapu
Pequim concluiu um dos seus dois reatores rápidos reprodutores em Xiapu

Atualmente, a China possui aproximadamente 600 ogivas (semelhante ao do ano anterior), com sua maioria estocada e apenas dezenas implantadas. Mesmo assim, o relatório analisado pelo The Washington Post destaca que o Exército de Libertação Popular chinês segue com “sua massiva expansão nuclear”.

Neste ano, as estimativas indicam que os EUA mantêm cerca de 5.177 ogivas nucleares. Desse total, aproximadamente 1.770 estão implantadas e 1.930 armazenadas. Já o arsenal da Rússia é maior, com 5.459 ogivas, em que 1.718 estão prontas para uso.

Arsenal chinês

O relatório feito pelo Pentágono alertou para pontos sensíveis e pressões no entorno estratégico da Ásia, como a intenção de Pequim em reforçar o controle sobre Taiwan. Além disso, uma preocupação é que o avanço do arsenal de mísseis convencionais com nível tecnológico próximo aos de produção norte-americana.

Nesse mesmo documento é observado que, diferente de outras versões de apontamentos feitos pelo Departamento de Defesa, não é descrito o fortalecimento militar chinês, e sim a intenção do presidente Donald Trump em manter relações com a China. “O presidente Trump busca uma paz estável, comércio justo e relações respeitosas com a China, e o Departamento de Guerra garantirá que ele seja capaz de alcançar esses objetivos”, diz trecho do relatório.

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