A antiga chefe da diplomacia da União Europeia e atual reitora do Colégio da Europa, Federica Mogherini, foi presa por suspeita de fraude nesta terça-feira (2). Além dela, outras duas pessoas foram detidas durante buscas em Bruxelas e em Bruges, na Bélgica, realizadas pela polícia belga a pedido da Procuradoria Europeia.
A italiana foi presa junto com o vice-diretor da entidade, responsável pela formação de diplomatas e funcionários para a máquina administrativa da União Europeia (UE), e com Stefano Sannino, secretário-geral do Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE) entre 2021 e 2024. Os suspeitos podem ficar sob custódia por até 48 horas antes de uma possível audiência perante um juiz.
De acordo com o Ministério Público Europeu, foram realizadas buscas no Colégio da Europa, na cidade belga de Bruges, e nas instalações do SEAE, o braço diplomático da UE, em Bruxelas. O MP ainda informou que a investigação tem como foco um programa de nove meses voltado para a formação de diplomatas e um concurso público realizado em 2021 e 2022 para a contratação da instituição de ensino responsável por essa formação. O concurso teria sido vencido pelo Colégio da Europa e escolhido pelo serviço diplomático da UE para executar o programa.
Segundo as investigações, as fraudes envolviam cerca de 650 mil euros (aproximadamente 4 milhões de reais). Os fatos sob investigação podem constituir fraude em contratos públicos, corrupção, conflito de interesses e violação do sigilo profissional. Mogherini dirige o Colégio da Europa desde 2020 e, em 2022, assumiu também a direção da Academia Diplomática da UE.
Tandryanny Santos
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