Nessa terça-feira (30), Israel anunciou a suspensão de organizações humanitárias que operam na Faixa de Gaza. Segundo o país, as agências não cumprem as novas regras estabelecidas.
Entre as dezenas de organizações afetadas estão Médicos Sem Fronteiras, o Conselho Norueguês para Refugiados e o Comitê Internacional de Resgate. O Ministério dos Assuntos da Diáspora informou ainda que a suspensão deve ter início nesta quinta-feira (1º).
Após o anúncio da decisão, ministros das Relações Exteriores de países como Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia e outras cinco nações emitiram uma declaração expressando preocupação com a deterioração da situação humanitária em Gaza. “Com a chegada do inverno, os civis em Gaza enfrentam condições terríveis, com fortes chuvas e queda nas temperaturas. Cerca de 1,3 milhão de pessoas ainda precisam de abrigo urgente”, destaca o documento.
Os ministros também pediram autorização para que a Organização das Nações Unidas (ONU) e seus parceiros possam continuar atuando na região, ressaltando a necessidade de um serviço voluntário, imparcial, neutro e independente na Faixa de Gaza.
A Faixa de Gaza vive um processo de cessar-fogo após dois anos de conflito. No entanto, o Exército israelense ainda atua no local, sob a justificativa de atingir integrantes do Hamas.
Francielle Barroso
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