Flávia Cordeiro Magalhães, brasileira com cidadania norte-americana, vive há 22 anos em Pompano Beach, cidade próxima a Miami. Durante esse período, casou-se e teve um filho, hoje com 18 anos. Ela afirma que sua conta na rede social X foi bloqueada no Brasil por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida foi tomada devido a uma publicação feita por Flávia em território norte-americano, em 2022. Sem ter sido formalmente notificada, ela continuou ativa nas redes sociais, o que resultou na decretação de sua prisão preventiva, sob a acusação de descumprimento de ordem judicial. "Em dezembro de 2023, ao desembarcar no Brasil pelo Aeroporto do Recife usando meu passaporte norte-americano, fui informada de que meu passaporte brasileiro estava com restrições", relatou à revista Oeste.
Embora sua entrada e saída do país tenham ocorrido legalmente, Moraes interpretou o caso como uso de documento falso, agravando sua situação jurídica. "Soube que, em fevereiro de 2024, o STF ordenou minha prisão preventiva", acrescentou.
No Brasil, Flávia é representada pelo advogado Paulo Faria, que também defende o ex-deputado Daniel Silveira. Ele tentou obter acesso ao processo, mas seus pedidos foram negados repetidamente. "Questionei a legalidade da ação, argumentando que minha cliente jamais foi oficialmente notificada de qualquer decisão judicial, mas isso não teve efeito", afirmou o advogado.
Faria também destacou o que considera uma arbitrariedade no caso. "O mandado de prisão inclui seu nome tanto no passaporte brasileiro quanto no norte-americano. A decisão levanta dúvidas sobre a soberania dos Estados Unidos, já que uma cidadã americana está sendo perseguida no exterior por expressar suas opiniões políticas", pontuou.
Rodrigo Mendes
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