Os Estados Unidos e o Irã vão retomar as negociações sobre um possível acordo nuclear entre os dois países, desta vez em Roma, na Itália. A informação foi divulgada na quarta-feira (21) pela chancelaria de Omã, país que atua como mediador entre as partes. A nova rodada de conversas está marcada para esta sexta-feira (23) e será o quinto encontro indireto entre autoridades de Washington e Teerã desde 12 de abril.
O principal objetivo dos EUA, especialmente sob a liderança do presidente Donald Trump, é impedir que o Irã desenvolva seu programa nuclear até o ponto de obter capacidade para construir armas de destruição em massa. Já o governo iraniano, comandado pelo aiatolá Ali Khamenei, entra nas negociações com o objetivo de obter alívio das sanções econômicas impostas pelos norte-americanos, que remontam ao fim da década de 1970.
Negociações travadas
Apesar das sucessivas rodadas, os avanços têm sido limitados. Os Estados Unidos exigem que o Irã pare com o enriquecimento de urânio, etapa essencial para a produção de armamentos nucleares. Teerã, por sua vez, rejeita a exigência, alegando que seu programa nuclear tem fins pacíficos, como a geração de energia.
Histórico de tensões
Durante o primeiro mandato de Trump, em 2015, os dois países chegaram a firmar um acordo nuclear multilateral, com participação de outras potências, em que o Irã se comprometeu a reduzir suas atividades nucleares em troca da suspensão de sanções econômicas.
No entanto, em 2018, Trump retirou os EUA do acordo, sob o argumento de que o Irã não estaria cumprindo suas obrigações. A decisão resultou no restabelecimento de sanções econômicas severas contra o país persa, aprofundando a crise diplomática entre os dois lados.
Izabella Furtado
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