A ativista cubano-americana Rosa María Payá foi eleita para compor a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA). Indicada pelos Estados Unidos, sua candidatura contou com o apoio do Governo Trump e de aliados do Partido Republicano.
Filha do dissidente cubano Oswaldo Payá, morto em 2012, Rosa María é fundadora do movimento Cuba Decide e atua em defesa da transição democrática na ilha. Crítica de regimes autoritários de esquerda, sua eleição é vista como um possível indicativo de endurecimento da CIDH contra governos autoritários na América Latina.
Outro nome eleito foi o da advogada Marion Bethel, das Bahamas, conhecida por sua atuação no Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher. Bethel também tem se posicionado publicamente em defesa da ampliação do acesso ao aborto, o que gerou debates entre setores mais conservadores.
A CIDH é um dos principais órgãos de defesa dos direitos humanos no continente e é responsável por analisar, entre outros casos, temas sensíveis envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e denúncias de violações em países-membros da OEA.
Rodrigo Mendes
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