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Internacional

EUA vetam proposta da ONU para cessar-fogo imediato entre Israel e Hamas

A proposta rejeitada também incluía acesso irrestrito à ajuda humanitária em todo o enclave.

Uma exigência do Conselho de Segurança da ONU por um "cessar-fogo imediato, incondicional e permanente" entre Israel e Hamas em Gaza foi barrada pelo veto dos Estados Unidos nesta quarta-feira (4). A proposta também incluía acesso irrestrito à ajuda humanitária em todo o enclave, mas não previa a imposição de sanções nem o desarmamento do Hamas.

"Os Estados Unidos deixaram claro que não apoiaríamos nenhuma medida que não condenasse o Hamas e não exigisse que o Hamas se desarmasse e deixasse Gaza", disse a embaixadora interina dos EUA na ONU, Dorothy Shea.

Foto: Reprodução/InstagramDonald Trump
Donald Trump

"Esta resolução prejudicaria os esforços diplomáticos para alcançar um cessar-fogo que reflita as realidades locais", disse Dorothy. O texto foi apresentado por 10 países no conselho de 15 integrantes.

“A resolução é inaceitável pelo que diz, é inaceitável pelo que não diz e é inaceitável pela maneira como foi apresentada. Nesse sentido, qualquer produto que comprometa a segurança de nosso aliado próximo, Israel, é inviável”, afirmou Dorothy.

Os 14 integrantes restantes do conselho votaram a favor do projeto de resolução, mas, por conta da oposição dos Estados Unidos, a medida não foi aprovada. Como membro permanente, os EUA têm direito ao veto.

Israel também rejeitou a proposta, alegando que o Hamas não pode permanecer em Gaza.

O governo israelense busca libertar reféns mantidos pelo Hamas desde o fim de um cessar-fogo de dois meses, encerrado em março. Segundo autoridades de saúde de Gaza, 45 palestinos morreram em ataques israelenses nesta quarta-feira (4), além de um soldado israelense morto em combate.

A Fundação Humanitária de Gaza, apoiada pelos EUA, não distribuiu nenhuma ajuda nesta quarta-feira. A entidade afirmou ter solicitado aos militares israelenses que "orientem o tráfego de pedestres de forma a minimizar os riscos de confusão ou escalada".

A guerra em Gaza perdura desde 2023, após combatentes do Hamas matarem 1.200 pessoas em Israel durante um ataque, ao qual Israel respondeu com uma campanha militar que, segundo autoridades de saúde de Gaza, já causou a morte de mais de 54 mil palestinos.

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