A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu, nesta terça-feira (15), a suspensão “urgente” da invasão em larga escala da Rússia à Ucrânia. O apelo, feito pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, veio após junho ser classificado como o mês com mais mortes de civis desde maio de 2022.
Em coletiva de imprensa realizada em Genebra, a porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, Liz Throssell, destacou a necessidade de estabelecer uma paz duradoura, o que inclui a responsabilização dos autores de violações de direitos humanos. “O ataque armado em larga escala da Federação Russa contra a Ucrânia deve cessar urgentemente, e os esforços para alcançar uma paz duradoura, em conformidade com o direito internacional, devem ser intensificados. Uma paz que garanta que os responsáveis por violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário sejam responsabilizados”, afirmou Throssell.
A declaração ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor sanções severas ao governo russo caso a guerra na Ucrânia não seja encerrada nos próximos 50 dias. Além disso, o líder norte-americano anunciou um rearmamento massivo das forças ucranianas, em parceria com a Otan.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, considerou o prazo de 50 dias “muito longo, considerando que civis inocentes morrem todos os dias”. Já o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, enfatizou que qualquer acordo precisa ter efeitos imediatos — como a interrupção de ataques contra civis, o estabelecimento de corredores humanitários e o fim da tortura e dos maus-tratos a prisioneiros de guerra e outros detidos. Türk também apelou para que Moscou e Kiev realizem uma troca completa de prisioneiros.
Maria Luísa Veloso
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