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Alexandre de Moraes pode ser alvo da Lei Magnitsky nesta sexta, diz Eduardo Bolsonaro

A sanção seria mais uma ofensiva contra o magistrado, que já teve o visto revogado na semana passada.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta sexta-feira (25) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode aplicar a chamada Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A legislação prevê punições severas a indivíduos acusados de violar direitos humanos, incluindo o congelamento de bens em solo americano e a proibição de realizar transações financeiras que passem pelos EUA.

A possível sanção, segundo Eduardo, seria mais uma ofensiva contra o magistrado, que teve o visto americano revogado na semana passada, em meio à escalada de tensão diplomática entre os dois países.

Foto: Bruno Peres/Agência BrasilMinistro do STF, Alexandre de Moraes
Ministro do STF, Alexandre de Moraes

“O Trump tem um arsenal na mesa dele e pode ter certeza de que não utilizou tudo ainda. Caso venha, talvez até hoje, quem sabe, Deus queira, a Lei Magnitsky contra o Alexandre de Moraes. Esse vai ser só mais um capítulo dessa novela — não será o último”, afirmou o deputado em entrevista à Revista Oeste.

Eduardo está em viagem aos Estados Unidos, onde articula sanções a autoridades brasileiras em defesa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), investigado por suposta tentativa de golpe de Estado. Uma das medidas tomadas por Trump, no entanto, acabou atingindo o Brasil como um todo: o decreto de um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA.

Desde então, Trump tem reiterado apoio a Bolsonaro, alegando que ele é alvo de “perseguição política” e de uma “caça às bruxas”. Eduardo Bolsonaro também voltou a condicionar uma eventual solução para o impasse comercial à aprovação da lei da anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Na mesma entrevista, o parlamentar afirmou ainda que os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), podem ser os próximos alvos de sanções norte-americanas.

“Davi Alcolumbre não está nesse estágio ainda, mas certamente está no foco do governo americano. Ele tem a possibilidade de não ser sancionado e de não acontecer nada com o visto dele se não der respaldo ao regime. O Hugo Motta também, porque na Câmara agora tem a novidade da lei da anistia. Se o Brasil não conseguir pautar a anistia e o impeachment...”, declarou, sem concluir a frase.

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