Na madrugada dessa quinta-feira (28), após o ataque de drones russos, o número de vítimas aumentou em Kiev, capital da Ucrânia. De acordo com o presidente do país, Volodymyr Zelensky, morreram no total, 23 pessoas, sendo quatro crianças. Outras 53 ficaram feridas.
O líder ucraniano afirmou, no X, que a Rússia deve se responsabilizar pela ofensiva militar e que são necessárias “sanções severas” para que “assassinos não se sintam impunes”.
“A menina mais nova não tinha nem 3 anos. Minhas condolências às famílias e aos entes queridos das vítimas. Sanções severas, pressão severa e medidas firmes são necessárias para que os assassinos não se sintam impunes”, lamentou.
Foi disparado pelo Kremlin, de acordo com a força aérea ucraniana, 629 armas de ataque durante a noite, sendo 598 drones e 31 mísseis. Instalações de delegações diplomáticas, incluindo o escritório da União Europeia, ficaram danificadas pela ofensiva, o que revoltou líderes europeus, condenando a atitude do governo russo.
O Kremlin comunicou que continuará com ataques até dominar o território ucraniano, justificando que a ofensiva tem como alvo “empresas do complexo militar-industrial e bases aéreas militares” com “armas de alta precisão”.
“A Rússia deve ser responsabilizada por este ataque, assim como por todos os outros contra nosso Estado, nosso povo e por todos os esforços do mundo para pôr fim a esta guerra. Quando, em vez da diplomacia, a Rússia opta pela balística, continua a modernizar os ‘shaheds’ para matar e aprofunda a cooperação com atores como a Coreia do Norte. Isso significa que o mundo deve responder em conformidade”, alegou Zelensky.
Um encontro entre os líderes, é visto de forma positiva pelo presidente ucraniano, que demonstrou disposição para um acordo de paz. Mas, deixou claro que não vai entregar terras aos “ocupantes”.
Alice Gabrielly
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