Na próxima terça-feira (22), a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, pode se tornar o palco do primeiro encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump desde que ambos assumiram a presidência de seus países. Há expectativa, ainda incerta, de que os dois tenham algum contato direto durante o evento.
Na abertura, falarão o secretário-geral António Guterres e a presidente da 80ª Assembleia, a alemã Annalena Baerbock, antes do pronunciamento de Lula, previsto para às 10h (horário de Brasília). Conforme a tradição, o Brasil inicia a série de discursos, seguido pelos Estados Unidos, anfitriões da conferência.
Embora estejam no mesmo espaço, auxiliares brasileiros consideram a possibilidade de ajustes no deslocamento de Lula dentro do plenário para evitar um encontro desconfortável. No ano passado, o petista limitou-se a uma rápida conversa de bastidores com Joe Biden, então presidente norte-americano. Já em junho, durante o G7 no Canadá, cogitou-se uma reunião com Trump, mas o republicano deixou o encontro antes da chegada do brasileiro.
A relação entre os dois países atravessa forte desgaste. Desde julho, o clima diplomático se deteriorou ainda mais após Trump anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, condicionando futuras negociações à suspensão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Rodrigo Mendes
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