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Governo Lula recorre à ONU contra restrições dos EUA a Padilha

O caso foi encaminhado ao secretário-geral da ONU, António Guterres, pedindo uma intervenção.

Após o Governo dos EUA restringir a circulação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Nova York, o Ministério das Relações Exteriores decidiu encaminhar a situação à Organização das Nações Unidas (ONU). O caso foi encaminhado ao secretário-geral da ONU, António Guterres, pedindo uma intervenção diante das limitações impostas pelos Estados Unidos.

Padilha recebeu o visto para participar da Assembleia-Geral da ONU, mas ele e seus familiares poderão circular apenas em um raio de cinco quarteirões a partir do hotel em que estão hospedados. Eles também estão autorizados a fazerem os trajetos necessários para a sede da ONU, à missão diplomática brasileira e à residência do representante do Brasil na organização.

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da RepúblicaAlexandre Padilha e Lula
Alexandre Padilha e Lula

O chanceler Mauro Vieira classificou as medidas como “sem cabimento, injustas e absurdas”, e também encaminhou à presidência da Assembleia-Geral. O Itamaraty ainda aguarda resposta oficial da ONU.

Tensão

A decisão do governo brasileiro de recorrer à ONU ao invés de buscar dialogar com Washington se deve ao clima de tensão entre o Brasil e EUA. Isso porque o Governo Trump mantém uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, uma resposta aos abusos do Supremo Tribunal Federal (STF) contra as big techs estadunidenses, além de também criticar a perseguição política sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Padilha teve visto revogado

No mês passado, o ministro da Saúde, a esposa e a filha tiveram o visto revogado pelo governo norte-americano. A justificativa foi a atuação de Padilha no programa Mais Médicos durante o governo Dilma Rousseff.

O Itamaraty solicitou em 19 de agosto um novo visto para o ministro participar de eventos internacionais. Uma delas é a reunião da Organização Pan-Americana de Saúde, que acontece dia 29 de setembro. Outro é o debate na Assembleia-Geral da ONU, que começa na próxima terça-feira (23), em Nova York.

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