Na manhã desta terça-feira (13), a União Europeia (EU) através da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que irá propor “rapidamente” novas sanções contra os responsáveis pela repressão às manifestações no Irã. Duas mil pessoas já morreram nos protestos que é contra o regime dos aiatolás e é considerado um dos maiores desde 2009, ocorrendo em meio à crise econômica.
Em 2025, o rial perdeu cerca de metade de seu valor frente ao dólar, já a inflação ultrapassou os 40% em dezembro. Os protestos que tomam conta do Irã desde o último dia 28 de dezembro, são motivados por esta crise econômica no país, que é atingido por fortes sanções internacionais há vários anos.
Cerca de 187 cidades iranianas participam dos movimentos por cerca de 16 dias. 10,7 mil pessoas já foram presas na repreensão as manifestações. De acordo com dados da organização com sede em Washington, com base nas informações de uma vasta rede de iranianos, a maioria das pessoas que morreram são civis.
Do número de mortos até o momento, 505 eram manifestantes, enquanto 133 faziam parte de forças militares ou de segurança do Irã. Com o avanço das manifestações, a repressão policial avançou e os atos ganharam um caráter político mais explícito. Desde então, a maior exigência passou a ser a renúncia do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo desde 1989.
Na rede social X, Leyen afirmou que o “crescente número de vítimas no Irã é estarrecedor” e condenou “veementemente o uso excessivo da força e a contínua restrição à liberdade”.
Leandro Soares
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