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Mercosul e União Europeia oficializam acordo que amplia livre comércio entre os blocos

A cerimônia foi realizada em Assunção, no Paraguai, país que atualmente preside o Mercosul.

Líderes do Mercosul e da União Europeia (UE) oficializaram na tarde deste sábado (17) um acordo de livre comércio que marca o fim de mais de duas décadas e meia de negociações entre os dois blocos. A cerimônia foi realizada em Assunção, no Paraguai, país que atualmente preside o Mercosul, e reúne uma das maiores zonas de livre comércio do mundo.

Estiveram presentes na assinatura o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Representando o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou da cerimônia no lugar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não compareceu ao evento. A ausência de Lula foi justificada pelo governo brasileiro, que optou por limitar a assinatura aos representantes de Relações Exteriores dos países sul-americanos.

Foto: Reprodução/ XMercosul e União Europeia oficializam acordo que amplia livre comércio entre os blocos
Mercosul e União Europeia oficializam acordo que amplia livre comércio entre os blocos

Os chefes de Estado europeus também estiveram presentes, incluindo Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu. A presença de lideranças de ambos os blocos ressalta a importância geopolítica do tratado.

O acordo prevê a redução e eliminação gradual de tarifas de importação e exportação entre os blocos, afetando mais de 90% do comércio bilateral, além de estabelecer regras comuns para produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Especialistas apontam que a criação dessa zona de livre comércio tem potencial para beneficiar mercados e consumidores em toda a Europa e na América do Sul.

Apesar da assinatura, o tratado ainda precisa ser aprovado internamente pelos países membros: a União Europeia deve submetê-lo ao Parlamento Europeu, e os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — terão de ratificá-lo em seus respectivos congressos nacionais. Até lá, partes do acordo poderão ser aplicadas de forma provisória, especialmente em relação à redução de taxas, antecipando alguns efeitos econômicos antes da ratificação completa.

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