A população da China, segundo país mais populoso do planeta, voltou a diminuir em 2025. De acordo com números divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Escritório Nacional de Estatísticas, o país perdeu aproximadamente 3,39 milhões de habitantes no último ano, reflexo da baixa taxa de natalidade e do acelerado envelhecimento da população.
Esta é a quarta retração populacional consecutiva. Em 2022, a China registrou a primeira queda no número de habitantes desde 1961, com redução de 850 mil pessoas. Nos anos seguintes, o recuo continuou: 2,08 milhões em 2023 e 1,39 milhão em 2024, consolidando uma tendência preocupante para as autoridades do país.
Os dados mostram que apenas 7,92 milhões de crianças nasceram em 2025, número significativamente inferior aos 9,54 milhões registrados no ano anterior. Trata-se do menor volume de nascimentos desde a criação da República Popular da China, em 1949, ficando inclusive abaixo do total observado em 2023.
Mesmo com a adoção de políticas públicas voltadas ao incentivo da natalidade, a taxa de nascimentos atingiu um patamar historicamente baixo, com 5,63 nascimentos a cada mil habitantes. As iniciativas governamentais, tanto locais quanto nacionais, têm buscado estimular a formação de famílias, mas os resultados seguem limitados.
Desde 2021, o governo chinês autoriza que casais tenham até três filhos. No entanto, a medida não gerou grande adesão, em razão dos altos custos para criar crianças e da crescente prioridade dada à estabilidade financeira e ao desenvolvimento profissional.
Rodrigo Mendes
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