Sete pessoas morreram após aviões de guerra sauditas bombardearem forças separatistas no sul do Iêmen. O ataque ocorreu nessa sexta-feira (02), em meio a uma operação liderada pela Arábia Saudita para assumir regiões que estão sob controle do Conselho de Transição do Sul, ou STC.
O STC tenta reviver o antigo Estado independente do Iêmen do Sul e é apoiado pelos Emirados Árabes Unidos. O embaixador da Arábia Saudita no Iêmen acusou o chefe do STC de bloquear uma delegação de mediação saudita de pousar na cidade sulista de Aden.
Riad e Abu Dhabi apoiam lados distintos na guerra do Iêmen contra os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã.
O vice-líder do STC é o ex-governador de Hadramout, Ahmed bin Breik. Por meio de um comunicado, ele afirmou que as Forças do Escudo Nacional, apoiadas pela Arábia Saudita, avançaram em direção aos acampamentos do grupo separatista, mas o STC recusou a retirada, o que levou Riad a bombardear posições do grupo.
O atual governador de Hadramout, Salem al-Khanbashi, chamou a operação de “pacífica”. Ele foi escolhido na sexta-feira pelo governo do Iêmen reconhecido internacionalmente para comandar as forças lideradas pela Arábia Saudita na governadoria.
“Esta operação não é uma declaração de guerra e não busca escalada”, disse al-Khanbashi em discurso.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen exige a retirada das forças do STC de duas regiões do país.
Rauena Pinheiro
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