Após a prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano não efetuará o pagamento da recompensa de US$ 50 milhões que havia sido anunciada pela captura do líder venezuelano. A declaração foi feita no sábado (3), durante conversa com jornalistas na residência de Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida.
O tema veio à tona logo após a confirmação da detenção de Maduro e de sua esposa, a ex-primeira-dama Cilia Flores. Na ocasião, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentava a ausência de reconhecimento internacional do mandato de Maduro, quando foi interrompido por Trump. “Não deixem ninguém reivindicar isso. Ninguém merece isso além de nós”, disse o presidente, em referência às forças militares e de inteligência norte-americanas responsáveis pela operação.
A recompensa de US$ 50 milhões havia sido anunciada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 2020, como parte das investigações contra Maduro. No entanto, Trump reiterou que a quantia não será paga. “Acho que economizamos US$ 50 milhões”, afirmou Marco Rubio ao comentar o êxito da ação que resultou na prisão do ex-ditador.
Audiência de custódia
Nicolás Maduro passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (5), ao lado de Cilia Flores, na Justiça Federal de Nova York. Ao final da sessão, o juiz Alvin K. Hellerstein marcou uma nova audiência para o dia 17 de março. Ambos se declararam inocentes das acusações.
O casal compareceu ao tribunal sob forte escolta armada. Maduro responde a quatro acusações, entre elas, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e de dispositivos destrutivos. A promotoria norte-americana acusa o ex-ditador de comandar uma rede internacional de tráfico de drogas, com ligações com os cartéis mexicanos de Sinaloa e Zetas, a guerrilha colombiana das FARC e a organização criminosa venezuelana Tren de Aragua.
Desde o início das investigações, Maduro nega qualquer envolvimento com o narcotráfico, alegando que as acusações fazem parte de uma estratégia para justificar interesses estrangeiros sobre as reservas de petróleo da Venezuela. Durante o deslocamento até o tribunal, em Nova York, ele foi conduzido por agentes federais desde um centro de detenção no Brooklyn, com as mãos amarradas.
Izabella Furtado
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