O jovem Saleh Mohammadi, de 18 anos, foi condenado à pena de morte no Irã após decisão anunciada em 12 de fevereiro, menos de um mês depois de sua prisão, ocorrida em 15 de janeiro. O jovem declarou ter matado um policial durante protestos realizados no país no mesmo período, porém a confissão teria sido obtida sob tortura, segundo denúncias relacionadas ao caso.
A situação não é isolada. No início de fevereiro, a organização não governamental Irã Direitos Humanos (IHRNGO) divulgou um alerta sobre o aumento das execuções de manifestantes detidos durante os atos.
De acordo com a entidade, autoridades da República Islâmica — incluindo o chefe do Judiciário — teriam defendido publicamente a realização de julgamentos rápidos e a aplicação de punições severas.
Ainda conforme a ONG, participantes dos protestos vêm sendo frequentemente classificados pelas autoridades como “terroristas”, “agentes estrangeiros” e mohareb (inimigos de Deus), acusações que, pela legislação iraniana, podem resultar em condenação à pena de morte.
Rodrigo Mendes
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