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Internacional

Comitê do Congresso dos EUA investiga operações da China no Brasil

A investigação revelou que Pequim desenvolveu uma extensa rede de estações terrestres espaciais.

Uma investigação do Comitê Seleto da Câmara dos Representantes dos EUA mostrou que a China está utilizando infraestrutura na América Latina para avançar suas capacidades espaciais e de coleta de informações, o que pode contribuir para a expansão de suas forças militares e de inteligência. De acordo com o relatório, um dos países citados como alvo dessas atividades é o Brasil.

O presidente do comitê, o deputado republicano John Moolenaar, comentou a respeito do caso durante um encontro entre parlamentares. Segundo ele os Estados Unidos e seus aliados devem agir para conter essa expansão. “O presidente Trump agiu de forma decisiva para confrontar a influência maligna da China no Hemisfério Ocidental, e nossos aliados devem agir prontamente de acordo com as recomendações deste relatório e impedir a expansão da infraestrutura espacial chinesa”, afirmou, em referência ao presidente norte-americano.

Foto: Marcos Corrêa/Presidência da RepúblicaXi Jinping
Xi Jinping

A investigação revelou ainda que Pequim desenvolveu uma extensa rede de estações terrestres espaciais e telescópios de uso duplo na América Latina e que, por meio dessa estrutura, teria coletado informações, além de ampliar a capacidade bélica do Exército Popular de Libertação.

O relatório cita ainda a Estação Terrestre Tucano, estabelecida por meio de um acordo firmado em 2020 como uma joint venture entre a startup brasileira Ayla Nanosatellites e a empresa chinesa Beijing Tianlyan Space Technology.

Outro projeto mencionado é o Laboratório Conjunto de Tecnologia de Radioastronomia China-Brasil, criado em 2025 após acordo entre o Instituto de Pesquisa em Comunicação da Rede de Ciência e Tecnologia Elétrica da China, a Universidade Federal de Campina Grande e a Universidade Federal da Paraíba. Segundo o trecho citado, o acordo formaliza a colaboração bilateral em pesquisa avançada de radioastronomia, tecnologias de observação do espaço profundo e planejamento de projetos científicos de grande escala.

O comitê identificou pelo menos onze instalações espaciais ligadas à China na Argentina, Venezuela, Bolívia, Chile e Brasil. Entre as recomendações apresentadas estão a promoção de novos acordos por meio da NASA com países onde há presença chinesa, a reavaliação da cooperação espacial, de defesa e de tecnologia avançada, e a eliminação da influência de Pequim no Hemisfério Ocidental.

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