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Senado da Argentina aprova redução da maioridade penal de 16 para 14 anos

A proposta, votada nesta sexta-feira (27), recebeu 44 votos a favor, 27 contra e uma abstenção.

Em sessão desta sexta-feira (27), o Senado da Argentina aprovou o novo Regime Penal Juvenil, que institui a redução da maioridade penal do país de 16 para 14 anos. A proposta recebeu 44 votos a favor, 27 contra e uma abstenção.

Como a mudança já tinha sido aprovada pela Câmara dos Deputados, o aval do Senado transforma a proposição em lei, alterando de forma estrutural o julgamento de menores envolvidos em crimes na Argentina.

Foto: Diaz Azcue/ Comunicación Senado/ Perfil BrasilSenado da Argentina
Senado da Argentina

No Congresso, o texto recebeu apoio do partido do presidente Milei, o La Libertad Avanza, da União Cívica Radical (UCR), do PRO, de Maurício Macri, e outros blocos provinciais. Já as alas ligadas ao kirchnerismo e parte do peronismo se manifestaram contra a proposta.

Agora, com 14 anos, os adolescentes poderão responder criminalmente pelos seus atos. O texto prevê que, para crimes graves, como homicídio, sequestro, abuso sexual e roubo com violência, a pena máxima será de 15 anos de prisão. No caso de delitos mais brandos, a lei propõe alternativas à prisão, com possível aplicação de advertências, monitoramento eletrônico, prestação de serviços comunitários, restrição de contato com as vítimas ou até mesmo proibição para que eles deixem o país.

Segundo a nova legislação, os adolescentes não poderão cumprir prisão perpétua, e nem ficar nos estabelecimentos prisionais com detentos adultos. Um sistema específico para acompanhar os jovens em problemas com a lei deve ser criado, com acompanhamento educacional, psicológico e social.

Para essa iniciativa, o governo Milei deve destinar aproximadamente 23,7 bilhões de pesos (cerca de R$ 85 milhões) para estruturar unidades adequadas e garantir a defesa legal dos jovens.

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