O governo de Israel anunciou que representantes da Espanha foram impedidos de acessar o Centro de Coordenação Militar-Civil (CCMC), estrutura criada para monitorar o cessar-fogo na Faixa de Gaza. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Ministério das Relações Exteriores israelense, que alegou um “viés anti-Israel” por parte do governo espanhol.
O ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, afirmou que a postura do governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez compromete a cooperação internacional no plano de paz apoiado pelos Estados Unidos. Segundo ele, a decisão foi tomada em conjunto com o premiê Benjamin Netanyahu, diante de críticas recorrentes feitas por autoridades espanholas às ações israelenses.
O CCMC é um centro multinacional instalado em Kiryat Gat, no sul de Israel, com o objetivo de coordenar esforços para estabilização e reconstrução de Gaza após o conflito com o grupo Hamas. Desde o início da guerra em 2023, o governo espanhol adotou posições críticas, como classificar a ofensiva israelense como “genocídio”, reconhecer o Estado palestino e apoiar ações judiciais contra Israel em instâncias internacionais.
A tensão diplomática também se estende a outros conflitos na região, incluindo confrontos com o Hezbollah e episódios envolvendo o Irã. Em resposta, o ministro espanhol José Manuel Albares classificou as declarações israelenses como “absurdas e caluniosas”, evidenciando o agravamento das relações entre os dois países.
Francielle Barroso
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