O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, integrou à sua equipe de defesa a advogada Anna Estevao, que atuou no caso do rapper Sean "Diddy" Combs. A jurista participou da defesa do artista norte-americano em um dos processos criminais de maior repercussão recente nos Estados Unidos.
Maduro responde a acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas perante a Justiça norte-americana e se declara inocente de todas as imputações.
No caso de Diddy, Anna Estevao integrou a equipe responsável pela defesa do rapper, que foi absolvido das acusações mais graves relacionadas a uma suposta rede de tráfico sexual. O artista, no entanto, acabou condenado por acusações menos severas ligadas ao transporte de pessoas para fins de prostituição.
Defesa de Diddy e Maduro
O governo dos Estados Unidos autorizou, em abril, que recursos do Estado venezuelano fossem utilizados para custear a defesa jurídica de Maduro no processo. A medida ocorreu após uma disputa envolvendo o uso de fundos públicos para o pagamento dos honorários dos advogados.
A decisão representou uma mudança em relação às restrições anteriores impostas pelas sanções aplicadas ao governo venezuelano, embora tenha sido condicionada a critérios específicos sobre a origem e a disponibilidade dos recursos.
Segundo informações da agência EFE, a entrada de Anna Estevao na equipe de defesa foi formalizada por meio de uma notificação apresentada ao Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York, corte responsável pelo julgamento de Maduro.
A advogada integra o escritório Harris Trzaskoma, onde também atua Barry Pollack, principal defensor do ex-presidente venezuelano. Pollack é conhecido por ter representado o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.
Estratégia da defesa
A principal linha de defesa de Maduro é contestar a legalidade de sua captura e transferência para os Estados Unidos. Os advogados sustentam que houve irregularidades no procedimento que levou o ex-presidente venezuelano à jurisdição norte-americana.
O processo segue em tramitação na Justiça dos Estados Unidos, e a próxima audiência está prevista para o dia 30 de junho, em Manhattan.
Maduro nega todas as acusações e afirma ser alvo de perseguição política por parte das autoridades norte-americanas.
Isaac Da Silva
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