Dois meses após o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelle e Alan Michael, ocorrido em 4 de janeiro, as autoridades ainda não têm pistas concretas sobre o paradeiro das crianças.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a estratégia de buscas foi modificada e as equipes passaram a realizar varreduras terrestres e aquáticas apenas quando surgem indícios que possam levar a alguma pista.
Entenda
As crianças foram vistas pela última vez brincando com o primo Anderson Kauã nas proximidades da casa da avó materna, no povoado São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal.
Com o desaparecimento, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão enviou uma força-tarefa ao município, reunindo bombeiros, policiais militares, delegados e investigadores, além do apoio de cerca de duas mil pessoas da comunidade nas operações.
Uma das crianças foi localizada
Três dias após o sumiço, Anderson Kauã foi localizado por trabalhadores rurais em uma área de mata a cerca de cinco quilômetros do povoado. O menino estava desidratado e permaneceu internado por 15 dias.
Após receber alta, ele foi levado novamente ao local onde esteve com os primos, o que ajudou nas tentativas de reconstruir os últimos momentos antes do desaparecimento. Durante as buscas, cães farejadores identificaram o rastro das crianças até a margem do rio Mearim, o que levou os investigadores a considerar a possibilidade de rapto com transporte pelo rio.
As equipes chegaram a concentrar buscas na margem oposta, mas sem resultados. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão, e o inquérito ainda não foi concluído.
Francielle Barroso
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