Economia e Negócios

Banco Central exige nome e CPF de quem sacar mais de R$ 2 mil

O alvo é apertar o cerco contra os políticos e pessoas politicamente expostas que podem se utilizar do sistema financeiro para desviar dinheiro.

Gil Sobreira
Teresina

Começaram a valer, desde 1° de julho, às novas regras para a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro, editadas pelo Banco Central. O alvo é apertar o cerco contra os políticos e pessoas politicamente expostas que podem se utilizar do sistema financeiro para desviar dinheiro.

Com as novas regras, quem precisar sacar mais de R$ 2 mil tem que deixar o nome e o CPF registrados no banco e para retiradas ou depósitos em dinheiro vivo superiores a R$ 50 mil, as instituições financeiras deverão registrar também os documentos do proprietário dos recursos e questionar a origem ou a finalidade do dinheiro.

O Banco Central também ampliou a relação de pessoas consideradas expostas politicamente e que precisam ser acompanhadas para a descoberta de eventuais irregularidades. A partir de agora, deputados estaduais, vereadores e integrantes de conselhos superiores e seus respectivos parentes, até segundo grau, passarão a ser acompanhados de forma mais ativa e suas contas analisadas mais detalhadamente.

O objetivo das novas regras é atender as normas e legislação de adesão à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

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