Saúde

Deputado Marcelo Castro defende consenso na eleição da Alepi

“Se nós pudermos chegar a um denominador comum, sem brigas, sem disputa melhor para todos, sobretudo, para a governança”, afirmou.

Wanessa Gommes
Teresina
Germana Chaves
Teresina
- atualizado

O deputado federal e senador eleito, Marcelo Castro (MDB), falou sobre a eleição para presidente da Assembleia Legislativa do Piauí (ALEPI) e a saída de Cuba do programa Mais Médicos. A entrevista foi dada na manhã dessa segunda-feira (19).

Marcelo reafirmou que Themístocles é o candidato do partido. “O MDB está com o deputado Themístocles Filho, ele é o nosso candidato”, garantiu.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Marcelo Castro Marcelo Castro

Questionado se pode haver consenso, Marcelo disse que isso ainda será discutido. “É uma questão que vai ser resolvida no dia 1º de fevereiro, daqui pra lá vão ter muitos avanços, recuos, e negociações, isso é natural. Eu defendo que haja um consenso porque o interesse do governo é que não tenha uma disputa na Assembleia para não deixar nenhuma aresta”.

“Se nós pudermos chegar a um denominador comum, sem brigas, sem disputa melhor para todos, sobretudo, para a governança”, completou.

Programa Mais Médicos

Sobre a saída de Cuba do programa após mudanças anunciadas pelo futuro presidente Jair Bolsonaro, Marcelo defendeu a permanência dos médicos cubanos e disse que foi uma questão mal conduzida.

“Eu fui ministro da Saúde e posso dar um testemunho. Eu recebi, no ministério da Saúde, centenas, se não milhares de prefeitos, e nunca encontrei um prefeito que não fosse 100% satisfeito com o trabalho dos cubanos, eu nunca encontrei uma pessoa da população que não fosse satisfeito com o trabalho dos cubanos”, afirmou.

Para Marcelo, o médico cubano trouxe de volta a proximidade do médico com o paciente. “O cubano resgata aquela cultura antiga, que nós tínhamos, do médico de família. Ele mora na cidade e está disponível 24 horas por dia para atender a população e como eles têm mais tempo, tratam bem as pessoas, auscultam, aferem a pressão, termina formando uma relação médico paciente muito próxima”.

“Nós temos muitas regiões do Brasil que o médico brasileiro não quer ir, qual o médico que quer ir pra uma tribo indígena lá nos confins da Amazônia? Qual o médico do Piauí que quer morar em Morro Cabeça no Tempo? Pode até ser que queira por algum tempo, mas fica difícil”, lembrou.

Castro explicou ainda como funciona o Mais Médicos. “O programa faz concurso para as vagas existentes, em primeiro lugar para os médicos brasileiros e quando não preenchidas são oferecidas para os médicos cubanos. Isso foi uma questão mal conduzida e que vai trazer prejuízo para a saúde da população brasileira”.