Economia e Negócios

Desemprego sobe para 14,4% e atinge 13,8 milhões de brasileiros

Total de brasileiros sem trabalho chegou a 13,8 milhões no trimestre encerrado em agosto, 1,1 milhão a mais que no trimestre encerrado em maio, segundo o IBGE.

Por  Estadão Conteúdo

A forte queda da atividade econômica provocada pela pandemia da covid-19 continua causando um forte estrago nos empregos. A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto subiu para 14,4%, o maior nível já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que teve início em 2012. No trimestre encerrado em julho, a taxa estava em 13,8%

Isso significa que, ao final de agosto, 13,8 milhões de pessoas estavam em busca de um emprego no País. São 1,1 milhão de pessoas a mais em relação ao trimestre encerrado em maio.

De acordo com a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, o aumento na taxa de desemprego é um reflexo da flexibilização das medidas de isolamento social para controle da pandemia. “Esse aumento da taxa está relacionado ao crescimento do número de pessoas que estavam procurando trabalho. No meio do ano, havia um isolamento maior, com maiores restrições no comércio, e muitas pessoas tinham parado de procurar trabalho por causa desse contexto. Agora, a gente percebe um maior movimento no mercado de trabalho em relação ao trimestre móvel encerrado em maio”, diz.

De acordo com os números do IBGE, o número de pessoas ocupadas no país caiu 5% na comparação com o trimestre encerrado em maio, totalizando 81,7 milhões, uma retração de 4,3 milhões de pessoas. Esse é o menor contingente já registrado na pesquisa. Quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, a queda é de 12,8%, o que representa 12 milhões de pessoas a menos no mercado de trabalho.

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