Piauí

Marinha usa navio patrulheiro para mapear manchas de óleo no Piauí

De acordo com o comandante da Capitania dos Portos do Piauí, Benjamin Dante , equipes do ICMBio e da Semar estão a bordo do navio para constatar se há presença de novas manchas de óleo no mar.

Brunno Suênio
Teresina
- atualizado

A Marinha do Brasil começou nesta segunda-feira (18) o patrulhamento no litoral piauiense com o auxílio de um navio, a fim de mapear as áreas atingidas pelas manchas de óleo, que chegaram também até a região Delta do Parnaíba, durante o final de semana.

De acordo com o comandante da Capitania dos Portos do Piauí, Benjamin Dante Rodrigues Duarte Lima, equipes do ICMBio e da Semar estão a bordo do navio patrulheiro para intensificar as ações de fiscalização e constatar se há presença de novas manchas de óleo na costa marítima do Piauí. “Estamos com um navio patrulha que está com um representante do ICMBio e da Semar a bordo de modo a fazer o monitoramento, fiscalização e, eventualmente, a coleta e limpeza de áreas, caso tenhamos a presença de óleo no mar e traçar as estratégias de limpeza”, explicou.

  • Foto: Capitania dos Portos do PiauíEquipes da Marinha e representantes da Semar e ICMBioEquipes da Marinha e representantes da Semar e ICMBio

Mais de 3 toneladas de óleo recolhidas

Desde que foram feitos os primeiros registros de óleo no litoral piauiense, já foi possível retirar mais de 3 toneladas do material no mar. O trabalho foi intensificado no último final de semana, tendo em vista que três praias foram atingidas em cheio, não permitindo que banhistas pudessem entrar no mar, como foi o caso das praias de Atalaia e Peito de Moça, em Luís Correia, e Pedra do Sal, na cidade de Parnaíba, que estão impróprias para banho.

“3.166 kg de material oleoso foram recolhidos das praias de Atalaia, Peito de Moça e Pedra do Sal. Além disso, nós temos mais duas praias afetadas, Coqueiro e Pontal, essas com menos óleo, que dessa vez veio mais pulverizado. Desde o início das ações, no dia 02 de setembro, a Marinha do Brasil tem trabalhado intensamente, incrementando nossas ações de fiscalização. Nós tivemos a primeira leva desse óleo de 27 a 30 de outubro, com sete praias atingidas e agora, na última quinta-feira (14), nós tivemos o aparecimento de óleo em cinco praias, infelizmente, às vésperas de um feriado, sendo que três estão impróprias para banho, além disso, o nosso Delta do Parnaíba foi atingido”.

  • Foto: Capitania dos Portos do PiauíNavio patrulheiro da Marinha do BrasilNavio patrulheiro da Marinha do Brasil

Devido ao difícil acesso na região do Delta do Parnaíba, foi necessário sobrevoar a área para detectar a real situação do prejuízo causado na região, como explica o capitão Dante.

“Especificamente sobre o Delta do Parnaíba, foram feitos sobrevoos para tentar avaliar a extensão dos danos, com representantes do ICMBio. Foram dois voos com dois representantes diferentes e, realmente, confirmou-se a presença do óleo. Nós estamos trabalhando arduamente, não temos dia para acabar. As operações de limpeza vão continuar durante toda a semana e vamos tentar trazer para a situação de statu quo ante bellum, ou seja, nossas praias bastante limpas e próprias para banho. Nós torcemos por isso e estamos empenhados nessa missão”, reforçou o comandante.

Além de equipes da Capitania dos Portos do Piauí, representantes da Capitania dos Portos do Maranhão e do Exército Brasileiro, há fuzileiros navais da Marinha que vieram de Belém-PA. Outros órgãos como Corpo de Bombeiros, Polícia Militar de Luís Correia e das prefeituras municipais, cujas praias foram afetadas, além do próprio IBAMA, ICMBio e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que estabeleceu as praias impróprias para banho, estão participando das ações de fiscalização e limpeza das áreas afetadas.

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