Teresina - PI

Ministério Público denuncia envolvidos na morte de Emilly Caetano

A denúncia foi oferecida pelo promotor de Justiça Régis Marinho.

RAISA BRITO

- atualizado

O Ministério Público do Estado do Piauí denunciou o ex-policial militar Aldo Luís Barbosa Dornel e o policial Francisco Venício Alves envolvidos na ação desastrosa que matou Emilly Caetano, 9 anos, na noite de 25 de dezembro de 2017. A denúncia foi oferecida pelo promotor de Justiça Régis Marinho.

Dornel foi denunciado pelos crimes de homicídio qualificado e por quatro tentativas de homicídio qualificado contra o pai, a mãe, e as duas irmãs de Emily que também estavam no veículo. Já Francisco Venício Alves foi denunciado por fraude processual.

O juiz agora vai decidir se recebe ou não a denúncia.

  • Foto: Facebook/Dayanne EvandroEmíle foi morta durante abordagem policial Emíle foi morta durante abordagem policial

Relembre o caso

Emilly Caetano da Costa, de 9 anos, morreu, no dia 26 de dezembro, após ser atingida com dois tiros durante uma abordagem da Polícia Militar na Avenida João XXIII, localizada na zona leste de Teresina, na noite do dia 25 de dezembro de 2017. A criança, juntamente com os pais e duas irmãs, estavam em um veículo modelo Renault Clio.

Evandro Costa e Dayanne Costa, pais de Emilly, também foram baleados dentro do carro. Os dois policiais, Aldo Luís Barbosa Dornel e Francisco Venício Alves, que participaram da ação estão presos no presídio militar.

O cantor Evandro Costa teve alta do HUT no dia 31 de dezembro. Ele teve Traumatismo Cranioencefálico e segue com o projétil alojado na cabeça. Ele está com a audição temporariamente comprometida.

Reprovação

Dornel reprovou no teste psicológico do concurso da Polícia Militar e conseguiu ingressar nos quadros da instituição por meio de uma liminar deferida pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Teresina, Oton Mário José Lustosa Torres, em junho de 2010.

A liminar foi revogada em setembro de 2016 pelo juiz de direito Rodrigo Alaggio Ribeiro. No entanto, o comandante da PM, Coronel Carlos Augusto, afirmou que o soldado não havia sido exonerado porque a instituição não foi comunicada da decisão.

Exoneração

Na quinta-feira (11), o governador Wellington Dias tornou sem efeito a nomeação de Dornel, que teve revogada uma liminar que o mantinha nos quadros da PM. A Polícia Militar está aguardando decisão da Justiça para transferir Dornel para um presídio comum.

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