O GP1 registrou na manhã desta segunda-feira (28), um princípio de confronto entre manifestantes e a Polícia Militar, durante a desocupação do Terminal de Petróleo, na zona sudeste de Teresina. Os motoristas de aplicativos decidiram acatar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e desocupar o terminal, no entanto, alguns populares, que aderiram às manifestações, não querem deixar o local.
De acordo com o servidor público Diego Parente, a Polícia Militar tentou retirar um carro de som da passagem, que foi bloqueada por manifestantes. “Eles quiseram impedir o carro de som. Afastaram um pouco e estavam querendo retirar o carro de som totalmente, mas nós bloqueamos a saída, alguns companheiros entraram na frente do carro de som, nós conseguimos resistir e deixar o carro de som aqui para que os companheiros consigam fazer suas falas e se organizem”, relatou o manifestante.
Segundo ele, o movimento não é apenas dos caminhoneiros, mas de todos os trabalhadores. “A gente quer fazer um chamado a todos os trabalhadores. Essa greve começou pelos caminhoneiros e eles mostraram para o Brasil que nós trabalhadores temos condições de parar o país. Por isso nós fazemos um chamado a todos os trabalhadores. A Greve Geral, para que essa greve não seja só de um setor, mas que seja de cada trabalhador e trabalhadora, para que possamos ter transformações cada vez mais profundas no Brasil”, disse.
- Foto: Brunno Suênio/GP1
Servidor público, Diego Parente
“Eu acho que o movimento veio para dar resposta a uma indignação geral que está havendo no nosso país em relação a elite, aos políticos. Então eu acho que o mais importante desse movimento, o mais pedagógico é que ele está mostrando que os trabalhadores e as trabalhadoras, organizados podem parar esse país. São os trabalhadores e trabalhadoras que constroem esse país e para se manifestar contra toda injustiça, contra toda corrupção, contra tudo de errado que existe aí, eles se organizam e tem condições de parar o Brasil”, acrescentou Diego.
Proposta do governo
Para o manifestante, as propostas feitas pelo presidente Michel Temer na noite deste domingo (27), não atendem a todas as reivindicações dos trabalhadores. “Eu acho que isso só cresce o movimento. Porque na medida que o governo não atende as reivindicações na sua integralidade, ele gera uma revolta maior. O sentimento que existe aqui, a atmosfera que existe aqui é que as pessoas vão até as últimas consequências. Houve uma paralisação do Brasil, as pessoas tiveram um despende muito grande para sair de suas rotinas e lutar. Então essa luta não vai acabar assim tão facilmente com qualquer proposta rebaixada. É importante que qualquer proposta rebaixada do governo seja rechaçada pelos trabalhadores e é isso que está acontecendo. O movimento tende a crescer”, finalizou Diego Parente.
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Nayrana Meireles
Brunno Suênio
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