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Valença do Piauí - PI

Promotor quer prorrogação de inquérito de fake news contra juiz do Piauí

O inquérito foi instaurado após pedido de providências feito pelo magistrado e visa identificar os autores e apurar a prática dos crimes de calúnia e difamação.

O Ministério Público se manifestou favorável ao pedido feito pelo delegado Daniel Araújo Alves, da 7ª Delegacia Regional de Valença do Piauí, solicitando a prorrogação do prazo de conclusão do inquérito que investiga a disseminação de “fake news” contra o juiz Juscelino Norberto da Silva Neto, da Comarca de Valença do Piauí em aplicativos de redes sociais, com fotos e afirmações inverídicas sobre sua relação com o partido Progressistas.

Em parecer juntado aos autos no dia 08 de junho, o promotor de Justiça Mário Alexandre Costa Normando, da 1ª Promotoria de Justiça de Valença do Piauí, é favorável a prorrogação por mais 30 dias.

O inquérito foi instaurado após pedido de providências feito pelo magistrado e visa identificar os autores e apurar a prática dos crimes de calúnia e difamação, além do crime tipificado no art.326-A do Código Eleitoral.

Entenda o caso

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar “fake news” contra o juiz Juscelino Norberto da Silva Neto, da Comarca de Valença do Piauí. As fake news circulam em aplicativos de redes sociais com fotos do juiz e afirmações inverídicas sobre sua relação com o partido Progressistas.

Em uma das imagens compartilhadas em grupos de WhatsApp consta uma foto do juiz com a afirmação: “Excelentíssimo Juiz de Direito de Valença do Piauí se filia ao Progressistas. Com isso, o partido oficializa o apoio que já vinha recebendo do magistrado”. Na mesma imagem, a frente da foto do juiz, há também o número 11, fazendo referência ao Progressistas.

Em outra imagem consta uma montagem em que o juiz é posto ao lado da vereadora Iris Moreira, com a seguinte afirmação: “Juiz imparcial? Iris Moreira contrata juiz de Valença para assessoria jurídica do Progressistas, causa: cassação da prefeita Ceiça Dias”.

O inquérito foi instaurado, após pedido de providências feito pelo magistrado e visa identificar os autores e apurar a prática dos crimes de calúnia e difamação, além do crime tipificado no art.326-A do Código Eleitoral.

A autoridade policial que preside o inquérito, delegado Daniel Araújo Alves, da 7ª Delegacia Regional de Valença do Piauí, solicitou à Justiça, no dia 26 de maio, prorrogação do prazo por mais 30 dias para a continuação das diligências.

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