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Teresina - Piauí

Secretaria de Segurança do Piauí lança Campanha de Coleta de DNA

No Piauí, há pelo menos 100 ossadas humanas sem identificação, segundo do secretário Rubens Pereira.

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí realizou na manhã desta segunda-feira (07) o lançamento da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, que ocorrerá entre os dias 14 e 18, com dia D em 16 de junho.

De acordo com o secretário de Segurança, coronel Rubens Pereira, a campanha tem como objetivo fazer com que os familiares façam a doação do material genético, de forma voluntária, para inclusão na base do Banco Nacional de Perfis Genéticos, possibilitando, portanto, a identificação de pessoas.

Foto: Brunno Suênio/GP1Solenidade ocorreu na sede do DHPP
Solenidade ocorreu na sede do DHPP

“Hoje estamos formando em todo o Brasil uma rede para prestar essa assistência. Nós temos somente no Piauí 100 vestígios de ossadas que precisam de uma vinculação para identificar, através de DNA, quem são essas pessoas. Existe a necessidade dessa campanha e hoje estamos com o objetivo de fazer a coleta de vestígios de DNA em todo o Estado do Piauí. Já identificamos alguns locais que foram divulgados e esses familiares vão ter o acesso para fazerem também o seu DNA para, depois, fazerem a comparação. Existem casos de pessoas que desapareceram no Piauí e são encontradas ossadas em outros estados. Nós temos uma delegacia com atribuição em todo o Estado, que é a delegacia de Desaparecidos do DHPP, mas recentemente não tínhamos nem o instituto de DNA. Estamos montando essa estrutura, de pouco a pouco, de acordo com a capacidade de receita para poder expandir. Com a admissão desses novos peritos, que fizemos agora no início do ano, de 25, e talvez mais 30 em junho, vamos poder realizar esse tipo de procedimento no interior, independente de ter ou não o instituto”, explicou.

Foto: Brunno Suênio/GP1Secretário de Segurança, Rubens Pereira
Secretário de Segurança, Rubens Pereira

De acordo com o diretor do DHPP, delegado Francisco Costa, o Barêtta, várias investigações restam pendentes de demandas que necessitam de um cruzamento genético, que é feito por meio da coleta de DNA. Em alguns casos, como o da jovem Renata Pereira da Costa, o crime foi solucionado com a identificação dos restos mortais por meio de DNA.

“O delegado geral inclusive falou do caso da moça lá de Floriano, que estava desaparecida, e nós temos outros casos aqui que ainda não foram confirmados, de mulheres que foram enterradas e que algumas vestimentas batem, mas a gente não pode confirmar. Então, nós estamos usando as ferramentas de DNA que possam comprovar a mortalidade de fato do indivíduo. Essa campanha é mais um elemento que vai abastecer os elementos de investigação da Delegacia de Desaparecidos que faz parte da organização do DHPP. Nós inclusive estamos tendo acesso a uma minuta com os colegas do Rio Grande do Sul para que seja feito um acordo de comparação técnica com o Ministério da Justiça e o Ministério Público do Estado do Piauí para que tenham acesso ao sistema nacional de pessoas desaparecidas”, explicou.

Foto: Brunno Suênio/GP1Diretor do DHPP, delegado Francisco Costa, o Barêtta
Diretor do DHPP, delegado Francisco Costa, o Barêtta

A coordenadora do Instituto de DNA do Piauí, Adilana Gomes, informou que todo material colhido no Piauí será inserido no banco nacional da Polícia Federal, onde será realizado o cruzamento dos dados de perfis dos familiares.

“No primeiro momento a gente vai fazer a gestão da documentação que será levantada por esses familiares, materiais que são encaminhados como referência direta dos desaparecidos, e vamos fazer processamentos, que serão inseridos no banco nacional, via Polícia Federal. Então quando esses perfis entrarem nos bancos eles serão comparados com perfis de ossadas e perfis de cadáveres não identificados. O Piauí vai fazer toda essa parte, tanto de gerir quanto realizar coletas no Instituto de DNA”, completou.

Foto: Brunno Suênio/GP1Coordenadora do IDNA, Adilana Gomes
Coordenadora do IDNA, Adilana Gomes

Adilana Gomes ressaltou que a expectativa é que com a campanha, a Polícia Civil poderá avançar na identificação de casos que já se acumulam há mais de 5 anos no estado do Piauí. “A gente tem perfis de cadáveres há 5 ou 6 anos esperando a identificação positiva e não houve procura por esse cadáver. Então, esse perfil pode ser de alguém de outro estado e com o banco de dados nós vamos poder comparar de forma mais efetiva”, completou.

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