A família de Emilly Yasmyn Silva Oliveira, de 24 anos, tenta lidar com a dor da perda da jovem. Moradora de Petrolina, no Pernambuco, a jovem foi encontrada morta na noite desse sábado (06) com o corpo carbonizado na Estrada da Alegria, zona sul de Teresina. A mãe dela, dona Maria, disse estar indignada com a brutalidade do crime contra a filha, e em conversa ao GP1, clamou por justiça: “eu tenho apenas ossos para enterrar”, declarou dona Maria.
A jovem foi morta estrangulada com um fio de internet e depois teve o corpo carbonizado em uma área de mata na Estrada da Alegria. “Quando me ligaram [para falar que Emilly havia morrido], eu já sentia que ela não estava mais viva, porque eu sabia que ela já tinha costume de ir para esse lugar [Teresina], e ela era uma pessoa bem ativa. Se você soltasse ela em um matagal, ela sabia se encontrar. Então para mim foi chocante saber da crueldade que fizeram com ela, que eu não tenho nenhum corpo para enterrar, apenas ossos. Para mim é inaceitável. Então eu quero Justiça para minha filha”, relatou a mãe da vítima.
Emilly Yasmyn estava desaparecida desde o dia 30 de novembro, quando saiu para encontrar um homem que conheceu por aplicativo. Esse indivíduo foi identificado como Hilton Candeira Carvalho, de 37 anos, que disse ter contratado um programa com a vítima no valor de R$ 1,5 mil, mas no final disse ter apenas R$ 500. Os dois teriam iniciado uma discussão por conta do pagamento.
O homem e a jovem chegaram a entrar em vias de fato, momento em que ele confessou ter enforcado Emilly com um fio. Após matá-la, Hilton Candeira chamou um amigo, Carlos Roberto da Silva Sousa, de 28 anos, e ambos levaram o corpo até a Estrada da Alegria, uma área de mata. Lá, eles juntaram galhos, fizeram uma fogueira e carbonizaram o corpo. A dinâmica do ocorrido foi descrita pelo próprio autor do crime, Hilton Candeira, em depoimento à Polícia Civil do Piauí.
“Eu não estava procurando a garota do job, eu estava procurando a minha filha”
Em meio à repercussão do caso, dona Maria se viu de frente com mais um acontecimento ruim: o julgamento sobre a profissão da filha. Nas redes sociais, diversos comentários questionavam o estilo de vida da jovem.
“O povo focou muito no ‘garota do job’, só que eu como mãe, eu foco na minha filha. É um ser humano. Eu não estava procurando a ‘garota do job’, eu estava procurando a minha filha. Então, o julgamento desse povo que não tem o que fazer, para mim não importa. Garota de programa, ela tem família, ela tem mãe, ela tem pai, ela tem gente que sofre. Minha filha era muito carinhosa, minha filha era muito amorosa, minha filha era muito autêntica. Minha filha todo canto que chegava, ela fazia amizade, todo mundo gostava dela”, contou dona Maria.
Investigações
Dona Maria disse ao GP1 que, apesar do desfecho em relação ao desaparecimento da filha, o empenho na procura por Emilly Yasmyn possibilitou que a família tivesse uma resposta rápida das autoridades, e agradeceu especialmente ao delegado Barêtta, pelo trabalho à frente do caso. “O delegado foi bastante competente. O delegado do caso dela se empenhou bastante. Sempre mantém a gente muito informado. Porque até então ele não poderia dar muita informação, mas ele se manteve sempre atento a todos os detalhes. Então eu queria agradecer muito a ele. Não fiquei feliz em encontrar ela dessa forma, mas acabou a angústia de esperar", expressou a mãe da jovem.
A família agora aguarda a liberação do corpo para fazer o translado até a cidade de Petrolina, no Pernambuco, onde Emilly Yasmyn será sepultada.
Carolina Matta
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