A prefeita de São Gonçalo do Gurgueia, Roselídia Lustosa de Sousa Marques (PT), ingressou com uma queixa-crime na Justiça contra o professor e líder sindical Arnon Santana Fernandes Gama, sob a acusação de difamação. A gestora afirma que vem sendo alvo de declarações ofensivas e caluniosas, feitas por Arnon em redes sociais e grupos de WhatsApp, nas quais ele a teria acusado de práticas autoritárias e ilegais no exercício do mandato.
De acordo com a peça apresentada à Justiça, assinada pelo advogado Expedito Basílio da Silva Neto, Arnon teria divulgado, em publicação assinada em nome do sindicato que representa, que a prefeita “acorrentou os vereadores(as) entre promessas e ameaças, obrigando-os a obedecer seus caprichos”. A ação aponta que a acusação é grave, desprovida de provas e ofensiva à reputação da gestora.
“O projeto passou, é verdade. Mas sejamos honestos: só passou porque o Executivo municipal acorrentou os vereadores(as) entre promessas e ameaças, obrigando-os a obedecer seus caprichos. Nenhum dos que votaram a favor conseguiu sequer justificar seu voto com base em argumentos plausíveis. Isso é uma vergonha para eles — não para o Sindicato”, destacou a prefeita na ação.
A prefeita também afirma que, em outras ocasiões, Arnon usou termos como “coronel”, “coronelista” e “ditadora” para se referir a ela, com a intenção clara de desqualificá-la diante da população. A defesa sustenta que tais condutas configuram crime de difamação, previsto no artigo 139 do Código Penal, por atribuírem falsamente condutas desonrosas à gestora pública.
Na queixa-crime, Roselídia solicita que Arnon seja citado para responder à ação penal, pede a fixação de indenização por danos morais no valor de R$ 30.360,00 e a condenação do professor às penas previstas em lei. O caso está em tramitação na Comarca de Teresina.
Outro lado
Arnon Santana não foi localizado pelo GP1 para comentar o caso. O espaço está aberto para esclarecimentos.
Rodrigo Mendes
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