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Teresina - Piauí

Júlio Arcoverde minimiza ameaça do PT de expulsar prefeitos que apoiarem Ciro Nogueira

Para Arcoverde, a ameaça não surte efeito prático e reflete mais um gesto simbólico de pressão interna.

Em entrevista ao GP1 neste domingo (03), o deputado federal Júlio Arcoverde (Progressistas) reagiu às recentes declarações do presidente estadual do PT, deputado Fábio Novo, que ameaçou expulsar prefeitos petistas que apoiarem o senador Ciro Nogueira (Progressistas) nas eleições de 2026. Para Arcoverde, a ameaça não surte efeito prático e reflete mais um gesto simbólico de pressão interna do que uma diretriz real de comando partidário.

“Acho que nem eles levam isso a sério. São apenas ameaças sem efeito. Todos estão pensando na administração das cidades, não em ter diretório do PT”, afirmou Arcoverde.

Foto: Lucas Dias/GP1Deputado federal Júlio Arcoverde
Deputado federal Júlio Arcoverde

Ciro Nogueira coloca a base governista em xeque

Nos bastidores, o que se observa é um avanço silencioso, porém estratégico, do senador Ciro Nogueira no interior piauiense. O líder progressista tem intensificado sua presença em municípios governados por aliados do Palácio de Karnak, entregando equipamentos, repassando recursos e firmando parcerias administrativas. A atuação vem provocando desconforto no núcleo petista, especialmente por atingir prefeitos da base governista.

Ciro atua com a habilidade de quem conhece os bastidores e sabe usar o tempo político. Enquanto o PT concentra energia em manter a unidade em torno da chapa majoritária, Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) ao Senado, o Progressistas ocupa terreno com ações práticas, conquistando simpatia nos redutos onde o PT sempre se sentiu confortável.

Fábio Novo endurece o discurso para conter dissidência

O endurecimento do discurso de Fábio Novo sinaliza o receio de uma eventual fragmentação interna na base aliada. O presidente do PT no estado deixou claro que prefeitos filiados à legenda que manifestarem apoio a Ciro poderão ser expulsos. “Se nós somos um time, temos que jogar juntos. Se alguém não quiser seguir o time, vamos aplicar as regras do partido”, declarou o deputado.

Ainda que defenda o diálogo como primeiro caminho, Novo não esconde a disposição de aplicar as punições previstas no estatuto. “A gente conversa primeiro, chama para um entendimento. Se não houver entendimento, aplicar as regras partidárias. Pode haver expulsão, eu vou obedecer às regras, mas sempre observando e chamando para o diálogo”, reforçou.

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