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Teresina - Piauí

Estudante de Medicina processa dentista após ser acusada de furtar cinto de grife

A dentista também teria invadido a casa da estudante, situada em um condomínio na zona leste da capital.

A estudante de Medicina, de iniciais I. A. de R., ingressou com queixa-crime contra uma dentista de iniciais M.M., por calúnia, difamação, injúria, violação de domicílio mediante fraude e perturbação da tranquilidade. Na ação ajuizada no dia 19 de agosto, é narrado que a mulher por diversas vezes atribuiu à vítima o crime de furto, afirmando para diversas pessoas que ela teria furtado um cinto de sua propriedade da marca Gucci, sem qualquer comprovação. Além disso, a dentista também teria invadido a casa da jovem, em um condomínio situado na zona leste de Teresina.

Tudo começou quando a estudante publicou uma foto nas redes sociais no dia 24 de junho de 2025, em que usava o acessório em um evento acadêmico. A partir daí, a dentista começou a enviar diversas mensagens, afirmando que o objeto era dela e acusando a jovem de tê-lo furtado.

Conforme boletim de ocorrência, nesse mesmo dia, por volta das 20h, a vítima estava em casa, quando alguém começou a tocar a campainha exageradamente. A estudante estranhou, pois não tinha recebido nenhum comunicado do condomínio sobre a entrada de visitas. Entretanto, assim que abriu a porta, a dentista invadiu o imóvel e passou a ofendê-la, chamando-a de “bandida” e “ladra”.

Nessa ação, a mulher ainda tentou agredir a vítima, exigindo que o objeto fosse devolvido. Toda a cena foi presenciada pelos pais, irmã, cunhado, namorado e vizinhos da estudante. A mulher só deixou a casa da jovem após intervenção dos familiares da jovem, e logo depois se dirigiu à Delegacia de Polícia, onde lavrou boletim de ocorrência pelo furto do cinto.

Em contato com a portaria, foi descoberto que a dentista só conseguiu chegar à residência da vítima porque informou na entrada do condomínio que iria entregar um medicamento na casa de outra moradora, e usou um Qr Code autorizado por essa terceira pessoa para ter acesso ao condomínio. As câmeras de segurança registraram todo o trajeto da dentista, desde a entrada, o caminho até a casa da vítima, e sua saída.

No dia 26 de junho, a jovem também se dirigiu à delegacia levando o objeto alvo da discussão, e em seu depoimento, afirmou que o acessório foi comprado por ela em março deste ano, e que não se tratava de um cinto original da marca Gucci, como era alegado pela acusada. A perícia também demonstrou que o objeto era uma réplica, sem número de série ou qualquer elemento que indicasse autenticidade.

Mesmo depois do episódio, I. A. de R. diz que a odontóloga continua a lhe enviar mensagens ainda a acusando de furto, tendo inclusive espalhado boatos para outras pessoas através das redes sociais, incluindo a mãe da vítima. Segundo disposto na queixa-crime, a dentista agiu no intuito de manchar a reputação da estudante de medicina, lhe causando constrangimento moral, o que configura o crime de difamação.

Da mesma forma, por imputar à vítima o crime de furto, dizendo que a estudante teria se apropriado de um cinto supostamente seu, também foi testemunhada por terceiros, e sem apresentação de qualquer prova, configurando calúnia. A injúria também é ação atribuída à dentista por ter usado expressões de baixo calão, agido de forma agressiva, para atingir diretamente a dignidade e decoro da vítima.

Outro lado

Procurada pelo GP1, a dentista informou que não tem conhecimento de nenhuma ação judicial contra ela e que, no momento adequado, se pronunciará nos autos processuais por meio de sua defesa.

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