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Joaquim Pires - Piauí

Mãe e filha são presas suspeitas de encomendar assassinato em Joaquim Pires

Segundo informações da Polícia Civil, as duas mulheres teriam contratado pessoas para executar o crime.

A esposa e a sogra de Antônio José Nascimento de Araújo foram presas na noite de quinta-feira (15), suspeitas de envolvimento direto no assassinato do homem, ocorrido na noite da última quarta-feira (14), na zona rural do município de Joaquim Pires, no Norte do Piauí.

Segundo informações da Polícia Civil, as duas mulheres teriam contratado pessoas para executar o crime. Após o homicídio, a esposa da vítima teria amarrado e amordaçado a própria filha com o objetivo de simular uma situação de crime e, em seguida, acionou a polícia.

Foto: Izabella Furtado/GP1Viatura da Polícia Civil do Piauí
Viatura da Polícia Civil do Piauí

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Antônio José já sem vida, caído no chão da sala da residência. A esposa foi localizada amarrada e amordaçada. No interior do imóvel, foram apreendidos um machado, uma faca e um facão. A perícia inicial constatou que a morte foi causada por perfurações provocadas por arma branca.

De acordo com a Polícia Militar, a guarnição foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) após denúncia de possível violência doméstica. No entanto, durante a apuração inicial, os depoimentos da esposa e da sogra apresentaram contradições, o que levantou suspeitas sobre a versão apresentada por elas.

Conduzidas à delegacia, ambas acabaram confessando participação no crime e indicaram três envolvidos, sendo adolescentes. Os menores foram identificados, ouvidos e também confessaram o envolvimento no assassinato.

Em depoimento, a esposa afirmou que a motivação do crime estaria relacionada a episódios recorrentes de violência doméstica. Ela relatou que era submetida a relações sexuais sem consentimento, que o companheiro supostamente espionava as filhas durante o banho, circulava nu pela casa e que teria sido flagrado tocando a filha de cinco anos.

Ainda segundo o relato, a última agressão teria ocorrido no sábado anterior ao crime, quando ele novamente teria tocado a criança. Esse episódio teria sido o estopim para que ela deixasse a residência e se mudasse para a casa da mãe, onde o plano para a execução da vítima teria sido arquitetado.

Testemunhas ouvidas informaram não ter percebido movimentações suspeitas nem a presença de pessoas estranhas nas proximidades da residência no momento do crime. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Piauí.

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