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Prata do Piauí - Piauí

Desembargador autoriza abertura de inquérito policial contra prefeito de Prata do Piauí

A solicitação foi feita pelo Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR) da Polícia Civil do Piauí.

O desembargador Antônio Lopes de Oliveira, do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), autorizou a abertura de inquérito policial para investigar o prefeito de Prata do Piauí, Acelino Mendes de Moura, conhecido como Neto Mendes (PSD), suspeito de praticar crime de peculato na administração municipal. A autorização foi concedida no dia 13 de janeiro.

A solicitação foi feita pelo delegado Francisco Dennis Lustosa, do Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR) da Polícia Civil do Piauí. A autorização do Poder Judiciário se fez necessária pelo fato de o prefeito possuir foro por prerrogativa de função.

Foto: Reprodução/InstagramPrefeito de Prata do Piauí, Acelino Mendes de Moura, conhecido como Neto Mendes
Prefeito de Prata do Piauí, Acelino Mendes de Moura, conhecido como Neto Mendes

Neto Mendes foi alvo de uma denúncia anônima que reportou possíveis ilegalidades na contratação de uma empresa para fazer a manutenção de poços tubulares no município.

Segundo o denunciante, a prefeitura contratou a empresa N & M Construções Ltda, entretanto, os reparos estariam sendo feitos por um servidor da prefeitura, e ainda assim a administração municipal desembolsou R$ 372.270,04 (trezentos e setenta e dois mil, duzentos e setenta e nove reais e quatro centavos) para o empreendimento contratado.

Analisando os autos, o desembargador Fernando Lopes concluiu que os fatos imputados são graves e carecem de investigação. Ele ressaltou que é dever do Estado apurar o caso.

“A gravidade dos fatos narrados e a presença de indícios mínimos de irregularidade configuram o que a doutrina e a jurisprudência denominam fumus comissi delicti, que é o lastro probatório mínimo necessário para justificar o início da persecução penal. A instauração do Inquérito Policial é, portanto, um dever do Estado”, destacou o magistrado.

Diante disso, o desembargador concedeu a autorização para abertura do inquérito, determinando que as diligências iniciais sejam concluídas no prazo de 90 dias, sob supervisão jurisdicional da 2ª Câmara Especializada Criminal.

Outro lado

Procurado pelo GP1, o prefeito Neto Mendes não se pronunciou sobre o assunto. O espaço está aberto para esclarecimentos.

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