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Parnaíba - Piauí

Polícia Civil interdita empresa de consórcios suspeita de golpes em Parnaíba

As investigações apontam que algumas vítimas chegaram a receber e-mails informando a contemplação.

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí, por meio da Polícia Civil do Piauí, cumpriu mandado judicial e interditou, na manhã desta quinta-feira (29), uma empresa de carta de crédito em Parnaíba. A empresa Prime Dias teve as atividades suspensas pelo prazo de 90 dias para a continuidade das investigações e para evitar reiteração delitiva.

De acordo com informações repassadas ao GP1 pela delegada Fernanda Novaes, foram cumpridos diferentes mandados em inquéritos que tramitam em Parnaíba e Teresina. A empresa é acusada de garantir cartas de crédito aos clientes sem efetivar a contemplação e, em caso de cancelamento, não devolver os valores investidos.

Foto: Divulgação/PCPolícia interdita empresa de carta de crédito em Parnaiba
Polícia interdita empresa de carta de crédito em Parnaiba

Ainda segundo a delegada, na quarta-feira (28) foram cumpridos mandados de prisão contra dois funcionários que atuavam como gestores da empresa. Já nesta quinta-feira (29), o proprietário, Ricardo Dias de Sousa, que já se encontra preso na Penitenciária de Altos, também recebeu mandado judicial.

As investigações apontam que algumas vítimas chegaram a receber e-mails informando a contemplação, mas não conseguiam utilizar a carta de crédito nem reaver o dinheiro. A Polícia Civil orienta que pessoas que se sintam lesadas procurem a delegacia para registrar boletim de ocorrência.

Empresa também foi interditada em Teresina

Em Teresina, a Polícia Civil interditou uma das empresas do empresário Ricardo Dias de Sousa, localizada na Avenida Campos Sales, no Centro da capital. A medida incluiu a suspensão imediata das atividades econômicas e o cumprimento de mandados de busca, no âmbito de investigações que apuram um esquema de estelionato envolvendo a venda de consórcios com promessa de contemplação imediata.

Ricardo Dias já havia sido preso no dia 6 de janeiro deste ano e é investigado por induzir clientes a assinar contratos comuns de consórcio, apresentados como cartas contempladas, sem garantia de liberação do crédito. As investigações seguem em andamento.

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