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Teresina - Piauí

Investigação do DHPP revela atuação estruturada do PCC no bairro Angelim em Teresina

Três homens apontados como membros do grupo criminoso foram presos nesta segunda-feira (23).

O delegado Danúbio Dias, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), detalhou a dinâmica interna de uma célula da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) na zona sul de Teresina. Três homens apontados como membros do grupo criminoso foram presos nesta segunda-feira (23).

Em entrevista à imprensa, o delegado informou que os presos, Rafael Ribeiro Andrade, João Vitor do Nascimento Souza e Yuri Francisco, têm envolvimento em, ao menos, três homicídios na região do bairro Angelim.

Foto: Alef Leão/GP1Delegado Danúbio Dias
Delegado Danúbio Dias

O primeiro caso mencionado foi o assassinato do cabeleireiro José Carlos, morto dentro do próprio salão enquanto trabalhava, em março de 2025. Conforme a autoridade policial, a vítima foi executada por cortar o cabelo de um integrante do Bonde dos 40, facção rival.

“O indivíduo preso hoje [Rafael Andrade], que é o líder do PCC na região do Angelim, alertou a vítima José Carlos para que ele não cortasse. A mãe chegou a apelar para ele, o Rafael, para que ele não matasse o filho e mesmo assim ele acabou assassinando”, explicou Danúbio Dias,

Membro da mesma facção

Outro crime destacado pelo delegado foi a morte do adolescente Saimon Alexandre em abril do ano passado. Segundo a investigação, ele também era integrante do PCC e foi atraído para participar de uma punição interna, quando, na realidade, a vítima era ele.

“Quando chegou lá, ele foi surpreendido, na realidade, quem seria submetido ao Tribunal do Crime seria ele. Ele foi interrogado, torturado, em seguida foi levado para um terreno descampado, na região do Angelim, onde foi executado com disparos de armas de fogo, teve as mãos e os pés amarrados. Em seguida, atearam fogo no cadáver”, informou a autoridade policial.

A motivação do homicídio ainda é investigada. A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses principais: divergências da vítima com integrantes que praticavam roubos na região e um possível envolvimento amoroso com a companheira de um dos suspeitos.

Ligação com latrocínio

Danúbio Dias também revelou que o grupo é investigado por ligação com um latrocínio ocorrido em dezembro do ano passado, também no Angelim, tendo como vítima o empresário João da Cruz de Sousa Silva. A suspeita é de que a arma do crime teria sido fornecida pelo PCC.

“A informação é de que um deles, o João Vitor, fornecia armamento para adolescentes praticarem roubos na região. Recebemos muitas denúncias de que esse grupo criminoso, liderado pelo Rafael, estava fornecendo armas para adolescentes praticarem roubos, e num desses roubos o senhor João da Cruz veio a ser assassinado”, concluiu o delegado do DHPP.

Outros alvos da operação que visa elucidar esses crimes seguem foragidos.

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